Se adaptar a diferentes ambientes não é para qualquer um. Poucos são aqueles que se sentem à vontade em áreas distintas e conseguem se sair bem fora de seus espaços de confiança.Um dos maiores astros do cinema nos últimos anos, Johnny Depp atingiu sua alta popularidade por trabalhos consistentes em tipos distintos de produções, como aventura (a saga Piratas do Caribe), comédia (Ed Wood), suspense (A Janela Secreta), fantasia (Alice no País das Maravilhas), romance (Don Juan DeMarco) e terror (Do Inferno). O ator é a alma por trás do personagem título da animação Rango, que chega hoje ao Brasil.
Assim como David Bowie é chamado de 'O Camaleão do Rock', Depp é o detentor do título quando o assunto é a sétima arte. O desenho animado soa como uma homenagem a seu legado nas telas, principalmente pelo fato de que o protagonista é um camaleão.Apesar de poder se camuflar e ter habilidade de adaptação a muito locais, Rango tem a dura missão de decifrar o quem ele é. A busca pelo autoconhecimento faz com deixe a cidade grande e chegue ao pequeno vilarejo de Dirty, que muito lembra as cidades típicas do velho-oeste norte-americano. Uma enorme confusão coloca o simpático e atrapalhado animal como xerife local.
É comum que grandes nomes do cinema emprestem suas vozes para personagens animados. A recente geração de filmes agora consegue captar os gestos e pequenos detalhes faciais dos atores para utilizar as informações no momento de criar as figuras a serem exibidas nas telas. Apesar da aparência estranha de Rango, não há como negar que o novo caubói trata-se de Johnny Depp – apesar da voz ligeiramente mais fina em certos momentos.
Os trejeitos característicos e até mesmo o estilo excêntrico são os mesmos. Em uma de suas entrevistas, o ator afirmou que o estilo adotado foi o de captura emocional e que a produção foi uma oportunidade para que um bando de adultos pudesse fazer papel de bobo.
O trabalho de dublagem brasileira é de grande qualidade, mas a versão nacional faz com que o público não se sinta em meio a figuras como Alfred Molina, Bill Nighy, Isla Fisher e Abigail Breslin, também dubladores da versão original. Todos são comandados pelo diretor Gore Verbinski, o mesmo dos três Piratas do Caribe e que estreia em animações. A aventura é boa e Rango deve se camuflar ao gosto do público.
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Apesar da animação ser voltada em grande parte para as crianças, muito se fala sobre sua indicação a estatueta de melhor filme. Caso isso ocorra, terá chances para brigar com reais forças pelo envelope com seu nome.
Toy Story 3 vai além de apenas mais uma obra Disney. Cheio de nostalgia e carregado com fortes doses de sentimentalismo, a animação encerra um ciclo pelo qual uma geração inteira acompanhou o que ocorria no quarto de Andy enquanto ele não estava por perto. O estúdio parece entender esse significado e o transformou em uma das melhores produções cinematográficas do ano.
A campanha de marketing da Disney envolve diversos cartazes divulgados nas páginas das principais publicações de entretenimento dos Estados Unidos. A ideia é remeter algumas cenas do longa a outros grandes títulos que venceram o Oscar de melhor filme em edições anteriores.
A possibilidade do desenho animado figurar entre os indicados é grande, principalmente pelo fato de que, desde o ano passado, o número de selecionados para a categoria passou a ser de dez filmes. Na edição de 2009, a Disney/Pixar esteve presente na briga pela estatueta mais cobiçada do evento com UP - Altas Aventuras, dos diretores Pete Docter e Bob Peterson. A primeira vez que uma animação figurou na lista de melhor filme foi na edição de 1992, com A Bela e A Fera (1991).
A Academia de Cinema de Hollywood precisa deixar de lado esse tipo de observação e levar em conta a arte por trás dos filmes. As engraçadas campanhas servem apenas para divertir.
A mudança da abordagem certamente será um obstáculo para que ela figure em lembranças ao lado de ícones da ‘realeza infantil’ da casa como a Bela Adormecida, Cinderela e Jasmine.
A busca em unir o tradicional com o contemporâneo mostrado em Enrolados parece ser o caminho que a Disney quer adotar a partir de agora, com um sistema chamado de O Melhor Dos Dois Mundos. O passado e o futuro se encontram no presente.

Caso as músicas não signifiquem grande coisa para o público, todos podem recordar das trapalhadas vividas por Mickey na peça Aprendiz de Feiticeiro. Ao som de composição do francês Paul Dukas, o ratinho rouba o chapéu de seu mestre Yen Sid - o nome Disney invertido - e se mete em engraçadas situações ao lado das vassouras que ganham vida. Outra cena famosa é o balé entre hipopótamos de tutus e jacarés de chapéu em A Dança das Horas.
Menos conhecido do grande público, Fantasia 2000 segue o mesmo projeto do primeiro desenho animado, com nove pequenas histórias separada por cenas em live-action. Ao contrário de seu antecessor, o clássico contemporâneo chama a atenção por suas belas imagens. A diferença de mais de 50 anos entre as produções fica evidenciada pelo uso de elementos digitais que o título um patamar acima em comparação a muitas animações dos anos 2000. Detalhe para a participação de figuras como Steve Martin, James Earl Jones, Bette Midler e Quincy Jones na apresentação das introduções.

A publicação analisa a chegada das primeiras atrações entre as décadas de 1960 e 1970, passando pela popularização do gênero nos anos 1990 e o seu atual momento de consolidação nas grades de diversas emissoras – seja em rede aberta ou nos canais fechados.
Um dos destaques é o capítulo dedicado a contextualizar o motivo de enorme e inesperado sucesso de Os Cavaleiros do Zodíaco (abaixo), transmitido inicialmente pela extinta TV Manchete a partir de 1994. “De forma geral, Cavaleiros do Zodíaco apresentou os animês aos brasileiros. Questões políticas, econômicas e sociais, como o advento do Plano Real, e culturais daquele período foram fundamentais para sua explosão”, explica Sandra.
A dependência do mercado norte-americano para se trazer novas atrações, as dificuldades para se apontar o primeiro animê a passar na TV no Brasil e as complicações referentes a classificação indicativa das animações são abordadas. Um bem-vindo anexo com a lista de títulos que já passaram por aqui complementa a publicação.
Mas a espera valeu a pena e a Disney disponibiliza o longa-metragem em diferentes formas. Em DVD, o público tem três opções: o DVD simples (R$ 44,90), o kit com DVD e camiseta infantil (R$ 54,90) e o box contendo dois DVDs e um CD com a trilha sonora do filme (R$ 54,90). 
Com direção de Gary Trousdale e Kirk Wise, a dupla também responsável por O Corcunda de Notre Dame (1996), o longa de 1991 venceu dois Oscar’s, incluindo o de melhor canção para a música título interpretada por Celine Dion e Peabo Bryson. O currículo também conta com o fato de que se trata da primeira animação a concorrer como melhor filme na prestigiada premiação norte-americana.
O público poderá escolher entre assisti-lo na forma original que foi apresentada nos cinemas em 1992 no Brasil ou em sua forma estendida, com o acréscimo da seqüência referente a música Ser Humano Outra Vez, que havia sido cortada do projeto e foi retomado no início dos anos 2000 como material inédito.
Outro material que chama a atenção é a perspectiva por meio de storyboards da cena em que a protagonista explora a gigante biblioteca do castelo e conhece novos personagens encantados. Para quem é fã do musical baseado em A Bela e a Fera, não deixe de assistir Início na Broadway, que mostra o sucesso da versão teatral – que também teve montagem no Brasil.
O filme acompanha a jornada da jovem coruja Soren, fascinada pelos relatos envolvendo os míticos Guardiões de Ga’Hoole, que protegem sua espécie dos inimigos. Não à toa seu grande sonho é fazer parte do grupo e ser reconhecido por sua bravura.
As crenças na existência dos guerreiros fazem com que o irmão de Soren cause terrível acidente que fará com que o grupo se envolva diretamente com os maldosos Puros. A situação obriga a corajosa coruja, acompanhada de seus amigos, a mostrar seu valor para que possa encontrar a lendária Grande Árvore, casa dos misteriosos guerreiros alados.
O desempenho de A Lenda dos Guardiões pode render nova franquia cinematográfica. Caso seja um sucesso, mais livros da série homônima poderão ganhar vida virtual nas mãos dos estúdios Warner Bros, que procuram sucessor para o mago Harry Potter após o término da lucrativa cinessérie.
Escrito por Bill Capodagli e Lynn Jackson, o livro tenta provar porque os trabalhos da Pixar são diferenciados e agradam a todo tipo de público. Conforme as páginas passam, é perceptível que uma das principais características da companhia de animação é de que seus funcionários são adultos que não perderam a criatividade que tinham quando criança.
Buscando a perfeição nas telas, o playground não tem pressa para levar suas novidades para as telas. “(...) a qualidade é o melhor de todos os planos de negócios”, diz Lasseter.




O estilo moderno de administração muito se assemelha ao projeto organizacional bolado por Walt Disney (1901-1966), ídolo maior de Ed Catmull, cofundador do estúdio e presidente. Segundo Catmull, o objetivo do trabalho é fazer com que o público tenha a melhor experiência possível por muitos anos.

Com texto e ilustrações do norte-americano Rich Koslowski, a graphic novel conta a história do cineasta Dizzy Walters, jovem do interior dos Estados Unidos que sonhava em trabalhar no mundo artístico de Holywod. Durante fase conturbada, ele conhece lugar frequentado pelos animados, animais capazes de falar como qualquer pessoa.
Os questionamentos deram início a informações de que os novos atores animados estavam passando por misterioso ritual para tentar chegar ao estrelato e isso foi o início do declínio da carreira do ratinho astro.
Outro ponto acertado é a recriação de famosos ícones da cultura pop da pior forma possível. Não que os desenhos sejam ruins, mas dando a eles uma personalidade humana jamais esperada. Fica claro desde o começo que a brincadeira gira em torno do sucesso de Walt Disney (1901-1966) e seu império criado com a ajuda de Mickey Mouse. É impagável se deparar com as versões de Frangolino (Galonildo) (acima), Gaguinho (Engasguinho), Pernalonga (Pernalouca), Patolino (Patonildo) e Pluto (Júpiter), entre outros. Destaque para a união de universos da Disney e da Warner Bros., e a participação especial de astros como Marilyn Monroe (abaixo).
Na medida em que as entrevistas ocorrem, o leitor fica cada vez mais atiçado em saber do que se trata o chamado ritual que tanto falam e alguns preferem nem fazer comentários. A revelação acontece ao longo das páginas e deixa clara a escolha do enigmático título Três Dedos. A engraçada explicação do início do livro parece meio perdida, mas se mostra muito pertinente quando tudo começa a ser explicado.