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sexta-feira, 11 de março de 2011

Homenagem ao Camaleão do Cinema

Se adaptar a diferentes ambientes não é para qualquer um. Poucos são aqueles que se sentem à vontade em áreas distintas e conseguem se sair bem fora de seus espaços de confiança.

Um dos maiores astros do cinema nos últimos anos, Johnny Depp atingiu sua alta popularidade por trabalhos consistentes em tipos distintos de produções, como aventura (a saga Piratas do Caribe), comédia (Ed Wood), suspense (A Janela Secreta), fantasia (Alice no País das Maravilhas), romance (Don Juan DeMarco) e terror (Do Inferno). O ator é a alma por trás do personagem título da animação Rango, que chega hoje ao Brasil.

Assim como David Bowie é chamado de 'O Camaleão do Rock', Depp é o detentor do título quando o assunto é a sétima arte. O desenho animado soa como uma homenagem a seu legado nas telas, principalmente pelo fato de que o protagonista é um camaleão.

Apesar de poder se camuflar e ter habilidade de adaptação a muito locais, Rango tem a dura missão de decifrar o quem ele é. A busca pelo autoconhecimento faz com deixe a cidade grande e chegue ao pequeno vilarejo de Dirty, que muito lembra as cidades típicas do velho-oeste norte-americano. Uma enorme confusão coloca o simpático e atrapalhado animal como xerife local.

É comum que grandes nomes do cinema emprestem suas vozes para personagens animados. A recente geração de filmes agora consegue captar os gestos e pequenos detalhes faciais dos atores para utilizar as informações no momento de criar as figuras a serem exibidas nas telas. Apesar da aparência estranha de Rango, não há como negar que o novo caubói trata-se de Johnny Depp – apesar da voz ligeiramente mais fina em certos momentos.

Os trejeitos característicos e até mesmo o estilo excêntrico são os mesmos. Em uma de suas entrevistas, o ator afirmou que o estilo adotado foi o de captura emocional e que a produção foi uma oportunidade para que um bando de adultos pudesse fazer papel de bobo.

O trabalho de dublagem brasileira é de grande qualidade, mas a versão nacional faz com que o público não se sinta em meio a figuras como Alfred Molina, Bill Nighy, Isla Fisher e Abigail Breslin, também dubladores da versão original. Todos são comandados pelo diretor Gore Verbinski, o mesmo dos três Piratas do Caribe e que estreia em animações. A aventura é boa e Rango deve se camuflar ao gosto do público.

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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Disney Quer o Oscar de Melhor Filme

O anúncio dos indicados aos prêmios do Oscar deste ano ocorre no dia 25, mas as produtoras já começaram a se movimentar para ver seus títulos na lista da Academia de Cinema de Hollywood. Uma das principais campanhas que têm chamado a atenção do público - e, quem sabe, dos integrantes do júri - envolve Toy Story 3.

Apesar da animação ser voltada em grande parte para as crianças, muito se fala sobre sua indicação a estatueta de melhor filme. Caso isso ocorra, terá chances para brigar com reais forças pelo envelope com seu nome.

Lançado em junho, o longa-metragem do diretor Lee Unkrich encerra a saga iniciada em 1995 com o primeiro filme envolvendo a parceria Disney/Pixar. Muitos anos se passaram desde o filme original e o jovem Andy se prepara para ir para a faculdade. Sem tempo para divertidas aventuras com caubói Woody, o astronauta Buzz Lightyear e companhia, os brinquedos acreditam que viverão nova vida na creche Sunnyside. Mas o local apropriado para as brincadeiras com as crianças não é tão perfeito quanto parece.

Toy Story 3 vai além de apenas mais uma obra Disney. Cheio de nostalgia e carregado com fortes doses de sentimentalismo, a animação encerra um ciclo pelo qual uma geração inteira acompanhou o que ocorria no quarto de Andy enquanto ele não estava por perto. O estúdio parece entender esse significado e o transformou em uma das melhores produções cinematográficas do ano.

A opinião é a mesma de outros respeitados críticos internacionais e de importantes figuras do cinema, caso de Quentin Tarantino.

A campanha de marketing da Disney envolve diversos cartazes divulgados nas páginas das principais publicações de entretenimento dos Estados Unidos. A ideia é remeter algumas cenas do longa a outros grandes títulos que venceram o Oscar de melhor filme em edições anteriores.

Sindicato de Ladrões (1954), O Silêncio dos Inocentes (1991), Titanic (1997), Shakespeare Apaixonado (1998), O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei (2003) e Quem Quer Ser Um Milionário? (2008) são citados nos trabalhos publicitários em meio a situações vividas pelos personagens. Os nomes aparecem sempre depois de "Não desde...".

A possibilidade do desenho animado figurar entre os indicados é grande, principalmente pelo fato de que, desde o ano passado, o número de selecionados para a categoria passou a ser de dez filmes. Na edição de 2009, a Disney/Pixar esteve presente na briga pela estatueta mais cobiçada do evento com UP - Altas Aventuras, dos diretores Pete Docter e Bob Peterson. A primeira vez que uma animação figurou na lista de melhor filme foi na edição de 1992, com A Bela e A Fera (1991).

Os desenhos animados ainda sofrem preconceito e, mesmo com alguns apresentando temáticas emocionais típicas do universo adulto, ainda são vistos apenas como voltados para o público infantil.


A Academia de Cinema de Hollywood precisa deixar de lado esse tipo de observação e levar em conta a arte por trás dos filmes. As engraçadas campanhas servem apenas para divertir.

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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Disney Retorna às Adaptações Literárias

Nos últimos anos, os estúdios Disney têm se voltado para aventuras criativas envolvendo grupos de brinquedos, peixes em alto-mar, uma família de super-heróis, carros circulando pelos Estados Unidos, robôs sentimentais e uma garçonete que sonha em abrir o próprio restaurante. A tradição de trazer às telas famosas princesas dos contos de fadas foi deixada de lado por um momento.

A magia do mundo do faz de conta é retomada em grande estilo com Enrolados, que chega hoje aos cinemas brasileiros. O filme traz com competência para as mais avançadas técnicas da animação uma das célebres personagens infantis do livros: Rapunzel.

A expectativa do público fã dos desenhos animados da Casa do Mickey é grande, assim como as da própria empresa. A Disney não poupou esforços para mostrar que ainda sabe adaptar fábulas literárias e especula-se que o orçamento do longa ultrapasse a cifra de US$ 200 milhões.

O filme dos diretores Nathan Greno e Byron Howard é caracterizado por ser o 50º longa-metragem de animação dos estúdios. De maneira a misturar a tradição com as novidades tecnológicas do século 21, a dupla dá vida a angelical protagonista por meio da computação gráfica e utiliza a tecnologia 3D na produção.

Apesar de todas as atenções estarem voltadas para Rapunzel, uma preocupação era com que Enrolados não ficasse ligado somente ao público feminino. O título original com o nome da princesa foi trocado para que os meninos também pudessem se sentir mais próximos da aventura. Atrair os garotos fica por conta do carisma do ladrão Flynn Ryder, que ajuda Rapunzel a deixar a torre na qual está presa para conhecer o mundo.

A mudança da abordagem certamente será um obstáculo para que ela figure em lembranças ao lado de ícones da ‘realeza infantil’ da casa como a Bela Adormecida, Cinderela e Jasmine.

Destaque também para o cavalo Maximus e o pequeno camaleão Pascal, responsáveis pelas principais tiradas cômicas da trama. Os momentos em que os quatro personagens se reúnem ditam o ritmo divertido com piadas que lembram o estilo pastelão.

A busca em unir o tradicional com o contemporâneo mostrado em Enrolados parece ser o caminho que a Disney quer adotar a partir de agora, com um sistema chamado de O Melhor Dos Dois Mundos. O passado e o futuro se encontram no presente.

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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

'Fantasia': A Magia de Um Clássico Musical

Grande parte das animações é voltada para o público infantil e não são reconhecidos como filmes. Mas alguns desenhos animados surgem como verdadeiras obras de arte. É o caso de Fantasia, que chega ao século 21 em alta definição e com a missão de apresentar seu lindo trabalho - visual e artístico - para uma geração acostumada a produções feitas por meio da computação gráfica.


O lançamento da Disney traz edição especial que reúne em um só pacote o filme original de 1940 e Fantasia 2000, sequência lançada em 1999 com uma nova roupagem sobre o universo de magia, encanto e música. O DVD duplo pode ser encontrado nas lojas pelo preço de R$ 49,90, enquanto a versão em Blu-Ray tem valor sugerido de R$ 99,90. Não é possível adquirir as histórias separadamente.

Segue um trailer do lançamento (que acabou não chegando às lojas como integrante da Coleção Diamante):



Fantasia é caracterizado por suas oito peças que prestam homenagem a grandes obras da música clássica, casos de composições de Bach, Tchaikovsky e Stravinsky. Os pequenos contos apresentados são intercalados com ações em live-action, ou seja, cenas com a participação de pessoas de verdade. No caso, da orquestra que interpreta as canções temas. O objetivo do filme era fazer com que esse tipo de arte chegasse de forma mais abrangente e acessível aos fãs de Mickey Mouse e seus amigos.

Um dos destaques do longa é a presença do famoso maestro Leopold Stokowski (1882-1977) no comando da magnífica trilha sonora. A preocupação com o bom desenho do áudio era tamanha que foi necessário o desenvolvimento de um sistema diferenciado conhecido como Fantasound. Algumas pessoas acreditam que o alto preço da tecnologia e sua pouca procura por parte dos cinemas que não poderia arcar com os custos foram um dos motivos do filme não ter se tornado um grande sucesso em seu lançamento. Apesar das confusões, a contribuição para o avanço do uso do som nas salas de exibição deu a Fantasia um prêmio especial no Oscar de 1941.

Caso as músicas não signifiquem grande coisa para o público, todos podem recordar das trapalhadas vividas por Mickey na peça Aprendiz de Feiticeiro. Ao som de composição do francês Paul Dukas, o ratinho rouba o chapéu de seu mestre Yen Sid - o nome Disney invertido - e se mete em engraçadas situações ao lado das vassouras que ganham vida. Outra cena famosa é o balé entre hipopótamos de tutus e jacarés de chapéu em A Dança das Horas.

Menos conhecido do grande público, Fantasia 2000 segue o mesmo projeto do primeiro desenho animado, com nove pequenas histórias separada por cenas em live-action. Ao contrário de seu antecessor, o clássico contemporâneo chama a atenção por suas belas imagens. A diferença de mais de 50 anos entre as produções fica evidenciada pelo uso de elementos digitais que o título um patamar acima em comparação a muitas animações dos anos 2000. Detalhe para a participação de figuras como Steve Martin, James Earl Jones, Bette Midler e Quincy Jones na apresentação das introduções.

O bônus da edição especial - assim como na maioria dos relançamentos dos filmes da Disney - são atração à parte. Para quem já conhece as animações, esse tipo de informação extra é muito bem-vindo. Entre menus interativos e uma viagem pelo The Walt Disney Family Museum, a versão em Blu-Ray conta com o curta-metragem animado Destino, resultado da união do criador dos estúdios e o pintor surrealista Salvador Dali. Como complemento à produção de apenas sete minutos, há o documentário explicativo Dali & Disney: Um Encontro Com Destino.

Ao misturar música clássica com animação, o universo de Fantasia transpõe a barreira sobre a infalização dos desenhos e atinge o ápice da arte animada. A afirmação de Walt Disney explica tudo: "Fantasia é eterno."

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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Trajetória do Animê na Nossa Televisão

O universo da chamativa cultura japonesa sempre chamou a atenção dos brasileiros. Apesar da curiosidade, o público nacional ainda tem poucas informações sobre como e quando ocorreu a união – entre certos aspectos – entre Brasil e Japão.

Uma das vertentes mais populares que unem os dois povos são os animês, como são chamados os desenhos animados nipônicos, e parte de sua trajetória é contada em A Presença do Animê na TV Brasileira (Editora Laços, R$ 22,90, 104 páginas).

O tema pode render muito material e foi importante haver um foco para o trabalho. “Falar de animês em VHS, DVD’s, fansubbers não estava no meu projeto porque o foco é a TV”, afirma a jornalista Sandra Monte, autora do livro e responsável pelo blog Papo de Budega.

Nos últimos anos, percebi que há livros sobre a cultura pop japonesa, mas não há nenhum que fale desta relação do animê com a estrutura de nossa televisão.”

A publicação analisa a chegada das primeiras atrações entre as décadas de 1960 e 1970, passando pela popularização do gênero nos anos 1990 e o seu atual momento de consolidação nas grades de diversas emissoras – seja em rede aberta ou nos canais fechados.

Os sucessos recentes Dragon Ball, Pokémon, Naruto e Samurai X são citados ao lado de clássicos, como Speed Racer (acima), Zillion e A Princesa e o Cavaleiro (abaixo). Outras animações pouco conhecidas do grande público também ganham espaço.

Um dos destaques é o capítulo dedicado a contextualizar o motivo de enorme e inesperado sucesso de Os Cavaleiros do Zodíaco (abaixo), transmitido inicialmente pela extinta TV Manchete a partir de 1994. “De forma geral, Cavaleiros do Zodíaco apresentou os animês aos brasileiros. Questões políticas, econômicas e sociais, como o advento do Plano Real, e culturais daquele período foram fundamentais para sua explosão”, explica Sandra.

A dependência do mercado norte-americano para se trazer novas atrações, as dificuldades para se apontar o primeiro animê a passar na TV no Brasil e as complicações referentes a classificação indicativa das animações são abordadas. Um bem-vindo anexo com a lista de títulos que já passaram por aqui complementa a publicação.

Não espere que a autora traçe algum tipo de panorama sobre os animês no Brasil e que seu livro tenha pretensões de ser uma enciclopédia. Trata-se de um projeto com tom mais informativo do que nostálgico. Ao falar de algo tipicamente japonês, a obra apresenta um pouco da história brasileira.

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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A Bela e a Fera volta às prateleiras

A magia do cinema proporciona ao público momentos que jamais serão esquecidos. Seja por determinada cena especial, suas músicas marcantes, um beijo inesquecível ou um personagem icônico. Poucas produções são capazes de juntar essas tão cobiçadas características e conseguem entrar com tanta força no inconsciente coletivo. A missão complica ainda mais quando não estamos falando de um filme, mas sim de uma animação.

Um dos clássicos mais queridos e populares de todos os tempos, A Bela e a Fera ganha nova versão especial em DVD e Blu-Ray para chegar com grande estilo ao século 21 com o melhor que a alta definição tecnológica pode oferecer. Para os colecionadores, o lançamento foi aguardado durante oito longos anos, período no qual o desenho animado não era mais encontrado nas lojas para a venda.

Mas a espera valeu a pena e a Disney disponibiliza o longa-metragem em diferentes formas. Em DVD, o público tem três opções: o DVD simples (R$ 44,90), o kit com DVD e camiseta infantil (R$ 54,90) e o box contendo dois DVDs e um CD com a trilha sonora do filme (R$ 54,90).

A versão dupla em Blu-Ray (R$ R$ 79,90) chega credenciada pelo selo da Edição Diamante, que foi apresentado no ano passado com o A Branca de Neve e os Sete Anões (1937) e iniciou novo ciclo de lançamentos de produções dos estúdios criados por Walt Disney (1901-1966).

A conhecida história de A Bela e a Fera mostra a camponesa Bela vivendo em pequeno vilarejo no interior da França. Apesar de chamar a atenção do local por sua beleza, a garota se sente deslocada devido a ser interesse intelectual e o desejo de ter algo mais do que a simples rotina do campo. Sua vida começa a mudar quando salva o pai de uma Fera e acaba se tornando prisioneira do horrendo monstro.

Agora morando em um castelo encantado, Bela irá aprender que a verdadeira beleza está dentro de nós e que esta nova percepção tem o poder de acabar com um antigo encanto que assombra o lugar e seus habitantes.

Com direção de Gary Trousdale e Kirk Wise, a dupla também responsável por O Corcunda de Notre Dame (1996), o longa de 1991 venceu dois Oscar’s, incluindo o de melhor canção para a música título interpretada por Celine Dion e Peabo Bryson. O currículo também conta com o fato de que se trata da primeira animação a concorrer como melhor filme na prestigiada premiação norte-americana.

O público poderá escolher entre assisti-lo na forma original que foi apresentada nos cinemas em 1992 no Brasil ou em sua forma estendida, com o acréscimo da seqüência referente a música Ser Humano Outra Vez, que havia sido cortada do projeto e foi retomado no início dos anos 2000 como material inédito.

O destaque fica por conta dos interessantes extras no DVD adicional. É possível assistir uma versão completamente diferente da abertura apresentada na qual Bela teria uma irmã e uma tia que tenta fazer com que ela case com Gaston para fazer com que a família volte a ser rica.

Outro material que chama a atenção é a perspectiva por meio de storyboards da cena em que a protagonista explora a gigante biblioteca do castelo e conhece novos personagens encantados. Para quem é fã do musical baseado em A Bela e a Fera, não deixe de assistir Início na Broadway, que mostra o sucesso da versão teatral – que também teve montagem no Brasil.

A versão caprichada em DVD e Blu-Ray não pode ficar de fora da prateleira dos colecionadores e dos amantes do conto que continua a fascinar o público. Caso você nunca tenha visto a animação, receio que esteja perdendo um dos grandes encantos criados pelo cinema.

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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Corujas em Aventura Com Apelo Visual

História repleta de aventura e esperança e belo trabalho digital caracterizam A Lenda dos Guardiões, que chega hoje (08/10) aos cinemas brasileiros. A animação promete emocionar o público com enredo baseado em conto da escritora norte-americana Kathryn Lasky e aposta na mais alta tecnologia do meio para encantar aos espectadores, sejam eles adultos ou crianças. O trailer pode ser visto aqui.

O filme acompanha a jornada da jovem coruja Soren, fascinada pelos relatos envolvendo os míticos Guardiões de Ga’Hoole, que protegem sua espécie dos inimigos. Não à toa seu grande sonho é fazer parte do grupo e ser reconhecido por sua bravura.

As crenças na existência dos guerreiros fazem com que o irmão de Soren cause terrível acidente que fará com que o grupo se envolva diretamente com os maldosos Puros. A situação obriga a corajosa coruja, acompanhada de seus amigos, a mostrar seu valor para que possa encontrar a lendária Grande Árvore, casa dos misteriosos guerreiros alados.

O filme marca a estreia do cineasta Zack Snyder – diretor de produções como as também adaptações 300 (2006) e Watchmen (2009) – no comando de uma animação. Ele aposta alto e conta com ajuda dos estúdios responsáveis pelas impressionantes imagens vistas em Happy Feet – O Pinguim (2006) que apresentam outro belíssimo trabalho visual – realçado pelo inteligente (não banal) uso da tecnologia 3D.

O desempenho de A Lenda dos Guardiões pode render nova franquia cinematográfica. Caso seja um sucesso, mais livros da série homônima poderão ganhar vida virtual nas mãos dos estúdios Warner Bros, que procuram sucessor para o mago Harry Potter após o término da lucrativa cinessérie.

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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Por Dentro da Pixar

As histórias emocionantes, os personagens carismáticos e as imagens impressionantes das produções dos estúdios Pixar não surgem por mera sorte. A empresa norte-americana emprega conceitos em sua rotina que fazem com que o trabalho de seus empregados não tenha a característica de emprego comum. O segredo de seu sucesso é revelado em Nos Bastidores da Pixar – Lições do Playground Corporativo mais Criativo do Mundo (Editora Saraiva, 184 páginas, R$ 44,90).

Escrito por Bill Capodagli e Lynn Jackson, o livro tenta provar porque os trabalhos da Pixar são diferenciados e agradam a todo tipo de público. Conforme as páginas passam, é perceptível que uma das principais características da companhia de animação é de que seus funcionários são adultos que não perderam a criatividade que tinham quando criança.

Nada representa tanto essa descrição quanto John Lasseter, gerente-executivo de criação dos Estúdios de Animação Pixar e Disney. Conhecido por suas camisas com imagens de desenhos animados, esteve envolvido com todos os filmes do estúdio: Toy Story (1995), Vida de Inseto (1998), Toy Story 2 (1999), Monstros S.A. (2001), Procurando Nemo (2003), Os Incríveis (2004), Carros (2006), Ratatouille (2007), Wall-E (2008), Up – Altas Aventuras (2009) e Toy Story 3 (ainda em cartaz e que acaba de se tornar na animação com maior rentável de todos os tempos).

Buscando a perfeição nas telas, o playground não tem pressa para levar suas novidades para as telas. “(...) a qualidade é o melhor de todos os planos de negócios”, diz Lasseter.

Ao longo dos anos, o chefe soube criar nos prédios localizados em Emeryville, na Califórnia, ambiente estimulante para roteiristas, animadores e desenhistas – todos escolhidos a dedo.

Os monótonos escritórios comerciais são deixados de lado para dar lugar a gigantes casas de bonecas, salas temáticas e corredores onde há figuras gigantes de personagens como o caubói Woody, o monstro Mike Wazowski, o robozinho Wall-E e a luminária Luxo Jr., símbolo da Pixar. Doces ficam à vontade para ser degustados e, caso o funcionário não esteja estimulado, ele pode dar um mergulho na piscina instalada no complexo.

Seguem algumas imagens do local:






O estilo moderno de administração muito se assemelha ao projeto organizacional bolado por Walt Disney (1901-1966), ídolo maior de Ed Catmull, cofundador do estúdio e presidente. Segundo Catmull, o objetivo do trabalho é fazer com que o público tenha a melhor experiência possível por muitos anos.

“(...) o teste definitivo para saber se John e eu conseguimos atingir nossa metas será a Pixar e a Disney continuarem a produzir filmes de animação que toquem a cultura mundial de forma positiva, muito tempo depois que tenhamos ido embora”, ressalta Catmull.


O livro funciona mais como guia para empresas e serve para inspirar futuros investidores. Os amantes das animações aproveitarão mais o Apêndice 2, nos quais os autores listam curiosidades da fábrica dos novos contos de fadas.

Entre os fatos revelados, está o de que o Bill Murray era o escolhido para dublar o patrulheiro espacial Buzz Lightyear, mas o ator perdeu os telefones dos diretores da Pixar e o papel acabou caindo nas mães de Tim Allen; e que o número original do potente Relâmpago McQueen seria 57, em homenagem ao ano de nascimento de Lasseter, porém a numeração do carro mudou para 95 em referência ao ano de lançamento de Toy Story, primeiro filme do estúdio.

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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Paródia do Mundo das Animações Marca 'Três Dedos'

As histórias das animações sempre levaram o público a uma realidade irresistivelmente harmoniosa e infantil. É complicado pensar como esses personagens carismáticos poderiam sobreviver no mundo real. Imaginando um universo no qual as figuras dos desenhos vivem em meio à sociedade comum é que surge Três Dedos - Um Escândalo Animado (Gal Editora, 144 págs., R$ 39,90) e sua proposta completamente chocante e divertida. Um trailer pode ser visto neste link.

Com texto e ilustrações do norte-americano Rich Koslowski, a graphic novel conta a história do cineasta Dizzy Walters, jovem do interior dos Estados Unidos que sonhava em trabalhar no mundo artístico de Holywod. Durante fase conturbada, ele conhece lugar frequentado pelos animados, animais capazes de falar como qualquer pessoa.

O destino faz com que conheça de forma inesperada o rato Rickey Rat. O novo amigo tinha enorme talento e carisma, o que fez com que Walters apostasse em seu potencial para abrir o próprio estúdio e iniciar as filmagens de uma série de trabalhos estrelados pelo Rickey.

O sucesso nos cinemas foi imediato e levou a dupla ao topo do show business. Mas a inusitada trajetória da união entre um humano e um animado fez com que a indústria cinematográfica começasse a pôr em dúvida o êxito de seu trabalho. Outras produções do gênero, agora conhecidas como 'animações', também foram lançadas, mas nenhuma era aceita pelo público se não fosse protagonizada por Rickey (abaixo).

Os questionamentos deram início a informações de que os novos atores animados estavam passando por misterioso ritual para tentar chegar ao estrelato e isso foi o início do declínio da carreira do ratinho astro.

O livro segue uma linha policial e documentarista. Fotos de arquivo, imagens exclusivas e relatos fazem com que os fatos sejam colocados à prova por figuras que estiveram envolvidas no escândalo que abalou o cinema entre as décadas de 1940 e 1950. As informações apresentadas levam até um desfecho - ou não -­ de uma das maiores lendas do mundo artístico.

O tom sério da HQ, publicada originalmente em 2001, nos faz esquecer por certos momentos que o tema abordado se refere a antigos desenhos animados. O estilo com o qual Koslowski trabalha surpreende o leitor pela abordagem inesperada. A publicação é recomendada para maiores de 16 anos.
Outro ponto acertado é a recriação de famosos ícones da cultura pop da pior forma possível. Não que os desenhos sejam ruins, mas dando a eles uma personalidade humana jamais esperada. Fica claro desde o começo que a brincadeira gira em torno do sucesso de Walt Disney (1901-1966) e seu império criado com a ajuda de Mickey Mouse. É impagável se deparar com as versões de Frangolino (Galonildo) (acima), Gaguinho (Engasguinho), Pernalonga (Pernalouca), Patolino (Patonildo) e Pluto (Júpiter), entre outros. Destaque para a união de universos da Disney e da Warner Bros., e a participação especial de astros como Marilyn Monroe (abaixo).

Na medida em que as entrevistas ocorrem, o leitor fica cada vez mais atiçado em saber do que se trata o chamado ritual que tanto falam e alguns preferem nem fazer comentários. A revelação acontece ao longo das páginas e deixa clara a escolha do enigmático título Três Dedos. A engraçada explicação do início do livro parece meio perdida, mas se mostra muito pertinente quando tudo começa a ser explicado.

O declínio de um popstar como Mickey Mouse é algo impossível de se imaginar e por isso a HQ se torna tão interessante e única. Uma das críticas internacionais que estão estampadas na contracapa diz: "Três Dedos é o que teríamos se Uma Cilada Para Roger Rabbit (1988) fosse dirigido por Oliver Stone". Rich Koslowski acerta ao parodiar o divertido universo das animações como se fosse um caso policial.

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