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terça-feira, 8 de setembro de 2009

Blue Man Group volta a São Paulo

Um dos grandes símbolos da cultura pop mundial são os grandes concertos de rock. Filho dessa cultura, o Blue Man Group (grupo homens azuis) retorna hoje a São Paulo para minitemporada no Credicard Hall até o dia 13. Os ingressos custam de R$ 60 a R$ 260. Eles estiveram no Brasil pela primeira vez em 2007.

(Fotos: Fernando Nonato)

As apresentações fazem parte da turnê Megastar World Tour, na qual o trio faz homenagem aos shows de rock. “Há seis anos, nos perguntamos o que aconteceria se o Blue Man Group estivesse em um concerto de rock. Nos baseamos na sensação de quando éramos garotos e fomos a apresentações desse tipo”, diz Ryan Scott, quarto componente do grupo e atual diretor de elenco do espetáculo. “Somos um grupo de teatro, mas o que apresentamos é a mistura de grande concerto de rock ‘n’ roll com comédia. É uma espécie de sátira desse tipo de vida.”

Para ter uma noção de como é o espetáculo, dá o play no vídeo abaixo.


Scott (abaixo, entre os homens azuis) trabalha na atração há 12 anos e comecou como um dos atores no palco. Depois, passou para a direção e hoje recruta e treina aspirantes a Blue Man. A formação dura em torno de seis a oito semanas e o diretor busca atores e músicos de qualidade, com boa expressão corporal e carisma.

Os ingredientes são encontrados no misterioso trio de performers. O início é marcado por um intrigante jogo de luz e brincadeiras com sombras em um gigante pano que cobre o palco. A música agitada, mantida por uma banda e dois cantores, se mistura com incomuns sons que o divertido trio retira de instrumentos feitos de PVC, antenas de fibra de vidro, cítaras, pianos desmontados e outros criados pelo próprio grupo.

Há ainda tambores que jorram tinta quando batucados. As apresentações abarcam música, vídeo, pintura, circo, teatro, animação, vaudeville e performance. Sempre sérios e pintados por uma tinta azul especial – que aparenta estar fresca o tempo todo – fazem do olhar dos atores o principal meio de contato com o público.

Segundo Scott, o público de cada país tem uma maneira de lidar com o trabalho. “Causa sensações diferentes em cada um. Nós buscamos essa conexão e tem sido gratificante.” Em sua segunda passagem pelo Brasil, o grupo prepara surpresas para quem assistir ao espetáculo. O quarto integrante revela que todos estão empolgados com o regresso para o País após dois anos e que decidiram nos homenagear. “Conhecemos a música brasileira e trabalhamos com ela. Vamos fazer um tributo a Roberto Carlos e à Copa do Mundo, que é uma das paixões do Brasil.”

Como eles irão incorporar os 50 anos de carreira do Perninha e a paixão dos brasileiros pelo futebol a seu espetáculo não sabemos, mas a competência para os criadores de uma das melhores performances do mundo faz com que a curiosidade seja mais um motivo para assisti-los ao vivo.

See You in The Other Post

quarta-feira, 13 de maio de 2009

A Bela e a Fera

Quem é fã da Disney levanta a mão!! Nada melhor do que uma produção feita pelos estúdio de Mickey e cia. para nos levar a um mundo fodástico, muito legal, divertido e onde tudo pode acontecer. O que acham de conferir uma adaptação para o teatro de um de seus melhores trabalhos?


Após sete anos e cerca de 500 mil espectadores em seus 18 meses em cartaz em todo o Brasil , retornou aos palcos de São Paulo o musical A Bela e a Fera, franquia do espetáculo da Broadway baseado no desenho dos estúdios Disney. A segunda temporada ocorre novamente no Teatro Abril - Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 411. Tel.: 2846-6060 -, com sessões de quarta a domingo. Os ingressos, que custam entre R$ 35 e R$ 240, estão à venda no local, postos autorizados e pelo ticketmaster. A temporada encerra em 26 de julho.
A adaptação do conto francês tem 2h40 de duração (com intervalo de 20 minutos) e conta a história de um príncipe egoísta que vivia isolado em seu castelo em uma terra distante. Ao negar ajuda a uma senhora, que é na verdade uma feiticeira, ele acaba sendo transformado em monstruosa fera e seus empregados tornam-se objetos encantados.

A bruxa lhe deixa como presente uma rosa mágica. Para desfazer a maldição, o príncipe deve encontrar o amor antes que a última pétala da flor caia. Após dez anos, as esperanças para os moradores do castelo parecem ter acabado, mas a jovem Bela pode ser a salvação que esperavam. Se você não conhece essa história, sua infância não foi nada feliz...

Segundo o diretor da peça Augusto Thomas Vanucci, o espetáculo é um prato cheio para todo o público. "Trata-se de uma história universal. Qualquer um que nunca viu um musical pode assistir à peça e se encantar. É um espetáculo de entretenimento para toda a família", diz. A estrutura da peça continua idêntica, com os mesmos cenários e efeitos (incluindo alguns fogos de artifício), figurinos, maquiagens e canções. Uma orquestra acompanha os atores nas trilhas musicais. Toda a estrutura é comprada da Disney lá nos EUA e quase tudo é enviado ao Brasil para que o projeto não seja modificado por terceiros e manche a boa produção dos “produtos” da marca norte-americana.

A alteração ficou por conta do elenco, todo reestruturado. Assume o papel de Bela a cantora e atriz Lissah Martins. "Fiquei sabendo que a peça estaria voltando para este ano e falei: 'É o musical da minha vida. Preciso fazer a audição'", conta a jovem. "Acho que é o sonho de toda menina ser a Bela e vestir aquele vestido amarelo." Revelada na banda Rouge, do reality show PopStar do SBT, Lissah teve de deixar para mais tarde a oportunidade de gravar um disco solo. O projeto já estava em andamento quando estava em turnê com Miss Saigon, sua estreia nos palcos, e foi deixado novamente em segundo plano para ser uma das protagonistas de A Bela e a Fera.
Ao seu lado, o ator Ricardo Vieira interpreta a Fera e se empolga com a transformação do personagem. "O interessante é observar a trajetória do monstro rude que começa a se apaixonar e a relembrar que é um ser humano", comenta. Ricardo já é um veterano em musicais. Em seu currículo constam participações em Grease, My Fair Lady e na primeira versão de A Bela e a Fera. Em 2002, ele interpretava Monsieur Dark, dono do hospício do vilarejo próximo ao castelo. A despretensiosa audição para o novo emprego chamou a atenção dos diretores. Segundo ele, fez o teste para fazer parte do espetáculo sem a menor expectativa de ser a Fera. "É um presentão."
Não sei se sou a pessoa mais indicada para falar sobre algo relacionado a Disney já que sou um grande fã e confesso pagar um pau para tudo o que eles fazem (convenhamos que é muuuuito difícil eles fazerem algo que não preste), mas o musical é, praticamente, o desenho em sua forma real. Tudo está ali. Os atores fazem interpretações bem convincentes e caricatas dos personagens, incluindo o elenco de apoio. Apesar de estranho no começo, a máscara da Fera não parece tão ridícula com o passar do tempo. A presença da orquestra faz com que você sinta a vibração das músicas – que são iguais aquelas do desenho.


Talvez para muitos críticos o espetáculo não seja dos melhores, mas não tem como não se divertir e se emocionar com a história de A Bela e a Fera. Apesar de baseado em uma animação, o musical tem potencial para agradar a várias faixas etárias. Se você não viu na primeira vez e ainda não viu agora, chame os amigos, as namorada e sua família para ir ao teatro. Ei, mas quem sou eu para recomendar algo da Disney??

Fotos: Claudinei Plaza

See You in The Other Post

terça-feira, 5 de maio de 2009

O caderno da morte


Senhoras e senhores. Nesse final de semana 3 dos trashers foram ver a peça "O Caderno da Morte". Uma peça adaptação do mangá "Death Note". Uma obra muito conhecida no Japão e vem conquistando fama nas terras ocidentais também.

Pra quem não conhece, vou falar um pouco do mangá. Death Note é escrito por Tsugumi Ohba e ilustrado por Takeshi Obata. Se tornou famoso com uma história densa e empolgante. Ganhou uma versão live Action em dois filmes com o mesmo título, além é claro do anime.

Em terras tupiniquins a Cia Zero Zero de teatro fez uma ótima adaptação dessa história. Essa companhia de teatro é constituída por atores que se formaram na Unicamp e já trabalhou com grandes atores. Algumas de suas peças chegaram a ganhar prêmios bacanas. A diretora Alice K. é uma diretora de calibre, atuou em grandes peças e estudou muito sobre o Japão para nos trazer essa peça.


Na peça (no manga e no filme), a história fala sobre um jovem garoto chamado Raito que encontra um caderno estranho. É o caderno da morte onde quem tiver seu nome escrito nele morrerá. Raito então utiliza esse caderno para fazer justiça com suas próprias mãos até se tornar um serial killer. Nesse meio tempo um time de investigadores formado pelo pai de Raito e L (o melhor detetive do mundo) fazem de tudo pra descobrir quem é Kira (alcunha pela qual o assassino fica conhecido). Personagens como o real dono do caderno, o Shinigami Ryuuku (um deus da morte) encontra o novo dono do caderno para ser uma espécie de consciência e trazer o personagem principal numa trama forte entre o certo e o errado botando em questão os princípios da lei.


A peça chega ser mais completa que o mangá e o filme por ter além da narrativa que é feita não só para os fãs da série, mas também para os que não conhecem, tem alguns alívios cômicos com referências pops muito interessantes. O uso de um cenário muito criativo e profissional, ensaios extremos para cenas mais elaboradas em termos de diálogo e um número surpreendentemente pequeno de atores, que se caracterizam e descaracterizam para fazer parecer que tem o dobro de atores, interpretando extras e personagens secundários.

Atuações memoráveis e carismáticas, uma direção firme, artifícios criativos de iluminação e de posicionamento de palco. Essa peça é algo que eu nunca vi: profissionais fãs realizando um trabalho emocionante e altamente competente. Os atores são extremamente simpáticos ao conversar com o público, solícitos, interessados nas reações, só podemos tirar a conclusão de que amam o que fazem. E é assim que se faz arte da melhor maneira possível.



Sinceramente, quando ouvi a primeira vez sobre a peça, quando começaram a apresentação em Campinas, achei que fosse uma iniciativa de otakus que usam Cosplay. Assistir a peça me trouxe outro parâmetro e me provou que eu estava completamente enganado! E a prova de que a peça atinge inclusive quem não é fã de mangá é o nosso colaborador Silas, que integrou a equipe assistindo a peça e ele diz que: "Cresci vendo Dragon Ball Z e Cavaleiros do Zodíaco, Samurai X, Patlabor. Pouquíssimos artistas no mundo conseguem realizar obras tão completas, intensas, poéticas ou enlouquecedoras como Paprika, Akira, Vagabond, e tudo o que o Hayao Miyazaki toca. Mas tenho aversão extrema à Animeinvasion. Aparentemente tudo revolve ao redor de histórias fracas e personagens posudos, lembrando demais HQs americanas. Então, qual foi minha surpresa ao ver uma peça de teatro baseada num animê recente, e uma peça excelente. A história é muito bem trabalhada, conseguindo explicar tudo de importante mesmo àqueles que nada sabem da trama." (Veja o que o Silas achou por completo aqui)

Conheçam um pouco mais da peça e como eles estão, além de saber onde está rolando a peça. Todas as informações legais no blog deles: http://cadernodamorte.blogspot.com/


Esse post foi uma colaboração de Gravata, Silas e Yuki

domingo, 12 de abril de 2009

Star Wars Torna-se um Musical

Faz tempo que não damos informação em relação ao uma das maiores sagas de todos os tempos em um dos grandes motivos de nós nos considerarmos “nerds”. Afinal de contas: quais são as novas do mundo de Star Wars? Virou um musical!!!

Não, não uma peça teatral no qual os personagens contam uma história e, em meio à trama, dão início a uma cena recheada de danças estilosas e músicas cantantes. Esqueçam se imaginaram o Yoda de cartola e sapateando de um lado para o outro ou o Chewbacca com um solo dramático (apesar das imagens em minha cabeça parecerem bem engraçadas hehehehe).

Estreou na última sexta-feira (10/04) no O2 Arena, em Londres, o espetáculo Star Wars – A Musical Journey. No palco, a Royal Philarmonic Orchestra britânica toca canções que fazem parte da trilha sonora da cinessérie. Enquanto interpretam clássicos musicais futurísticos, imagens da saga passam em um gigante telão. Todas as cenas importantes e personagens marcantes aparecem e parecem dar um clima muito style para um concerto. Segue o vídeo de um fã. Na página dele tem vários vídeos do concerto.



O mestre de cerimônias é o ator Anthony Daniels, responsável por dar vida ao roboô diplomata C-3P0. São duas horas de espetáculo na qual Daniels narra os acontecimentos de toda a saga, que acaba sendo resumida nesse período de tempo.

Star Wars – A Musical Journey, ou melhor, Star Wars – Uma Jornada Musical, tem a aprovação de George Lucas como um “produto” oficial ligado a sua maior obra. Os ingressos custam de 30 a 100 Libras. Londres é apenas a primeira cidade a receber a atração, que irá sair em um turnê européia em breve. Como meu santo é forte, espero que venha para o Brasil!!! Bem que eu duvido, mas quem sou eu para descrer os fãs de Star Wars?? Se você é fã e está em Londres, na Inglaterra ou em algum lugar da Europa que seja próximo do O2 Arena, vá assistir!!! Alguém que viu com certeza recomenda hahahaha.

See You in The Other Post

terça-feira, 7 de abril de 2009

Na frente do palco - Avenida Dropsie


Eu não sei vocês, mas eu tenho a mania de ficar reparando nos estereótipos de pessoas no Metro: ‘aquele cara parece um gangster russo’, ‘olha aquele, parece o Silas se fosse alto’, ‘um lutador de boxe dos anos 40’ e por aí vai. Eu imagino que foi algo parecido com isso que Will Eisner fez para escrever e desenhar ‘Avenida Dropsie’ (Devir, 2004).

Tanto a peça como a graphic novel retratam um pequeno bairro americano e seus moradores. Provavelmente cheio de cenas que o próprio Eisner assistiu.



Escrita e dirigida por Felipe Hirsch para a companhia teatral Sutil, em cartaz para a comemoração dos seus 15 anos. Hirsch pesquisou e estudou as obras de Eisner e chegou a Avenida Dropsie no projeto Sketchbook (qualquer semelhança com este blog é mera coincidência, ou não) por ser a obra mais pessoal de Eisner. Não que a peça se atenha a esta obra, trechos de ‘Contrato com Deus’, ‘Outras Histórias de Cortiço’ e ‘Pequenos Milagres’ são reconhecíveis.

A cenógrafa Daniela Thomas nos apresenta uma fachada onde se desenrola toda a ação, nas janelas, degraus, portas e mesmo na rua. As ‘cenas’, se é que podemos chamá-las assim, são pequenos sketches (nada a ver conosco, ou não rs), pensamentos, percepções, histórias que Will Eisner nos conta através das narrações de Gianfrancesco Guarnieri. Que dá um ar mais nostálgico ainda à peça, nos trazendo um toque pessoal da infância do quadrinista do original.



Claro que não é só através da voz do renomado ator que Eisner fala com o público, numa tela transparente em frente ao palco são projetados trechos da obra e em alguns momentos ‘balões de pensamento’ dos atores, fazendo referência clara aos quadrinhos onde se originou a história. Homenagem aos quadrinhos também se nota nos tons pastéis dominantes na peça, já que o original foi criado com o efeito sépia, aquele 'amarelado' de fotos antigas.



Integram o elenco: André Frateschi, Duda Mamberti, Erica Migon, Guilherme Weber, Jorge Emil, Leonardo Medeiros, Magali Biff e Maureen Miranda.

A peça foi elogiada pela crítica nacional e recebeu quatro indicações ao prêmio Shell (um dos mais reconhecidos nacionalmente). Esteve em cartaz até o dia 05 de Abril onde nós do SketchTrash fomos prestigiar (eu pela segunda vez!), agora a peça segue em várias outras localidades do Brasil e exterior.

Este post foi uma colaboração minha e do Yuki.

See you Space Citizen.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Anime de Death Note chega ao Brasil

Ação, suspense e perseguição. Essas são as premissas de Death Note, anime que estreou ontem (03/03) no canal fechado Animax, especializado em desenhos animados orientais. A atração irá ao ar as terças, às 22h. O anime japonês é muito aguardado pelos fãs brasileiros.

Considerado um dos melhores enredos da nova safra da cultura nipônica, death note conta a história de Ligh Yagami (acima, com o caderno em mãos), brilhante estudante que vê sua vida mudar quando encontra um estranho caderno sobrenatural, o death note. O artefato foi deixado na Terra por Ryuk, um deus da morte, e tem o poder de matar qualquer pessoa que tenha seu nome escrito nele. O plano de Ligh é fazer com que o caderno elimine perigosos criminosos e que o mundo fique mais seguro.

Como a origem das mortes é desconhecida, o garoto fica conhecido pelo nome de Kira (uma versão da palavra em inglês killer, que significa asasino, para a pronúncia em japonês). Mas os misteriosos asasinatos chamam a atenção da polícia, que designa o lendário detetive L (acima) para investigar o caso.

A publicação já foi lançada por completa no Brasil e seus doze volumes ainda podem ser encontrados em lojas especializadas. O sucesso da história rendeu alguns games e duas versões para os cinemas ­ que não chegaram por aqui oficialmente. Até mesmo uma rápida novela envolvendo os personagens foi ao ar no Japão.




Além do anime, o público poderá conferir uma adaptação teatral da trama. A peça O Caderno da Morte (abaixo; Foto de Alexandrre Sales) entra em cartaz no Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1.000. Tel.: 3397-4002) no dia 24 e segue até o dia 30. O espetáculo também faz parte do projeto Viagem Teatral, do Sesi, e é uma das treze atrações que irão passar por treze do Sesi até o final do semestre. A programação completa pode ser conferida no site da entidade (http://www.sesisp.org.br/home/2006/sociocultural/viagemteatral.asp).

Quem disse que brasileiro não gosta de cultura japonesa? Gosta tanto que traz uma história como a de Death Note em diversas formas, tanto em mangá, anima e, até mesmo, um espetáculo nacional teatral. Vale a pena ver ao menos uma dessas adaptações. Mas quem sou eu para dar dicas culturais?

See You In The Other Post

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

SketchTrash no Fuerza Bruta

Senhoras e senhores, queridos leitores,

como já era de se esperar, assim como em traces, nós fomos assistir o Fuerza Bruta. Sinceramente só tenho uma coisa a dizer: "É MUITO FODA".



Quem puder ir, essa é a última semana em que eles estão fazendo a apresentação deles aqui no Brasil, corram.

Falando sobre a peça, a comunicação de divulgação da peça foi bastante ampla. Quer dizer, ouvi falar sobre a peça no Twitter, na TV.... vários cantos da internet e da tv falavam sobre a peça e falando o quão bom é!

Fuerza Bruta, uma peça criada pelo argentino Diqui James, além de mostrar de forma subjetiva a trajetória humana no meio urbano, cria o lúdico, utilizando a tecnologia e roldanas, cabos de aço entre outros, a sensação do momento.

Uma característica forte da peça é que a peça não tem pausa. O constante movimento junto à música e a utilização do espaço por completo, traça o movimento contínuo pelo objetivo da peça.

Outro ponto forte é a música que mantém o ritmo da peça. A parte musical, dirigido por Gaby Kerpel, carrega fortes batidas eletrônicas durante a correria. Muito barulho desenvolvendo o cenário material e urbano. E na pausa na traquilidade (cena da piscina) um som mais calmo a la new age.



A partir do diretor, e claro na peça, percebe-se uma intensa mostra da correria. Da quebra de barreiras em meio a dificuldades do dia dia. Paredes sendo rompidas, sala que se desmancha com o corre corre. No meio da correria, tiros e delírios.

Para a produção da peça, os pessoal técnico divulgou que são 17 contêiners de material utilizado na peça. Além da piscina (cena mais famosa) e da esteira (onde o ator explode uma parede...) vários outros itens como uma escada gigante, um palco e etc.

Outro ponto muito forte é a interatividade com o público. No meio da peça eles chama um pessoal para dançar em cima de um micro palco, outra galera para ... (tá essa parte fica na surpresa) e sempre chamam todos para dançarem juntos. O agito dos atores levam o público junto à dança e a bagunça.

Vale a pena conferir.

Opinião dos sketchianos que viram:

Yuki: Eu curti pra caramba. Achei foda tudo ali. Fiquei ofegante só de ver os atores naquele corre corre. A Interatividade é algo a parte que não traço comparativo com nenhuma outra peça do estilo. E toda a mecânica é interessante. Para mim, é algo novo que não tinha visto antes. Muito bom. Nota 10!

Gravata: Para mim a peça toda é um vislumbre da atualidade, mesclando momentos de tranquilidade com acessos de instintos animalescos e pura força bruta (Como sugere o nome da peça). É uma crítica às oscilações das nossas vidas, da inquietação interior e as formas de estravazar nossas vontades mais profundas.

Tudo isso em ritmo frenético e impactante. Pura força bruta.

SketchTrash recomenda!

Esperamos que gostem. Assistam a peça que vai até somente este domingo dia 16 de novembro!

Um Abraço maluco doido!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Fuerza BRUTA!!!

Senhoras e senhores, queridos expectadores...

Sim! Chamo-os de expectadores pois trago uma dica de teatro.

Lembra quando fomos assistir a peça Traces, com ex acrobatas do Cirque de Soleil? Pois é, eles não são únicos no mundo a fazer uma peça com misturas de plataformas artísticas.

ATENÇÃO! PRA QUEM ACHA QUE CIRCO SÓ TÊM PALHAÇOS, PODE PARA DE LER POR AQUI!

Enfim...



Pessoal, a partir de amanhã estará em apresentação aqui em São Paulo no parque Villa Lobos o espetáculo FuerzaBruta. Uma supreendente peça que mistura acrobacias com o teatro em si. Uma poética com luzes, música e água.





Essa é mais uma peça dos mesmos criadores de "La Guarda". Essa peça argentinha exige muita interação de quem assiste. O percurso da peça é alterado com os estimulos do público.

Diferente de Traces não conta com assentos, você assiste a peça em pé, junto aos atores acrobatas.



Ah, e tem mais.

Eles pedem para que você assista a peça vestido com roupa casual e calçado para dançar. A interação da peça pode te deixar, além de tudo, molhado...

Vale a pena conferir.

A peça está em cartaz a partir de amanhã, dia 25 de setembro e vai até o dia 12 de outubro. O local é o parque Villa Lobos. Os horários são: terça a sexta as 21h, sábado as 18h e 21h e domingo as 17h e 20h.
O preço é meio salgado, o valor do ingresso inteiro é 150 reais, meia para estudante e idosos sai por 75 reais. As vendas são feitas pelo Ticketmaster.

O site oficial do Fuerza no Brasil é www.fuerzabrutabrasil.com.br

E eu fico por aqui!

Um abraço maluco doido

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Traces - Explosivo e Poético


A humanidade está à beira de uma catástrofe. Cinco personagens trancados em um abrigo nuclear estão determinados a viver intensamente os ultimos momentos. Nada pode deixar de ser dito ou feito. Para eles, a criatividade pode ser o único antídoto para o deseastre iminente, motivo que os faz usar todos os modos de expressão disponíveis - a música, a dança, a linguagem, as ilustrações, as acrobacias tradicionais chinesas de alto risco, as artes circenses, as manifestações dos esportes urbanos, como basquetebol e skateboarding. Contando histórias de seu passado, dividindo experiências pessoais, eles vão se revelando ao público sob todos os ângulos possíveis.'

Eis a introdução da cartilha da 7 Fingers sobre 'Traces', espetáculo circense em cartaz aqui em São Paulo até o dia 24 de agosto.

As fotos abaixo são do celular do Gravata.





Gravata

Eu confesso que fui surpreendido pela leveza, precisão, destreza e principamente pelo carisma daqueles cinco jovens. Me sinto meio inútil, vendo aquele pessoal da minha idade fazendo coisas daquelas e eu mal conseguindo dar uma estrela direito. Mas com certeza eles são alguns dos melhores no que fazem, o espetáculo não se atem a acrobacias e danças. Eles representam, nos contam um pouco sobre eles, tocam piano, cantam, tocam violão num banquinho, dão uma de apresentador de gameshow, fazem comédia e acima de tudo nos encantam.

É acima de tudo sobre um espetáculo sobre a atualidade. Sobre amigos, adolescência, infância, relacionamentos, sonhos, família, trabalho. Tudo isso nos corpos de cinco pessoas que tentam representar de sua forma, todas as pessoas que um dia já os assistiram.

No fim, as duas horas de show passam tão rápido quanto os corpos dos acrobatas por dentro de um arco.

Yuki

Eu não vou repetir o que o Gravata falou. Pois muitas das opiniões são parecidas, mas:

Achei que teria idéia da magnitude da peça. Achei que já tinha visto algo da mesma forma, mas não. Conseguiram juntar na música e nas acrobacias ousadas uma história na vida urbana. Muito bom mesmo! A forma como desempenham seus movimentos a leveza que fazem seus corpos voarem. Para mim, um cara que uma vez na vida dançou street dance com o irmão (como todo japonês da saúde), senti que eles são os caras no quesito. Toda aquela leveza é simplesmente magnífico.

Eu fiquei muito feliz com a peça e devo dizer, vão! Muito bom. Aliás, tivemos a sorte de assistir o segundo ato da peça na primeira fileira, um deles quase trombou em mim na finalização da peça.

Senhoras e senhores, vejam as fotos tiradas pelo Gravata e um mini videocast que está bem trash porque gravei no meu celular (uma droga, diga-se de passagem).






Participação especial do Pedrão (Desculpem a escuridão, o celular filma muito mau no escuro)

'Traces' espetáculo da companhia '7 Fingers', em São Paulo.
De 13 a 24 de agosto (quartas; quintas e sextas-feiras, às 21h30; sábados às 17h e 21h30; e domingos, às 16h e 20h)
No Citibank Hall, Av. dos Jamaris, 213, Moema, tel. (11) 6846-6040
Valores de R$ 80 a R$ 160 (Estudantes e menores de 12 anos, pagam meia entrada)

Gravata -> See you Space Acrobats.
Yuki -> Um abraço maluco acrobata ... doido.