segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Nascimento de Um Ícone Cultural
Em meio a lançamento de filmes, músicas e livros que sempre prometem abalar a cultura pop, o novo capítulo dessa jornada está sendo escrito nos videogames. E não imagine que as aventuras de um encanador italiano ou que a mais perfeita simulação eletrônica de uma partida de futebol estejam causando frenesi. As atenções dos gamers estão voltadas para a revolucionária ação anárquica de Grand Theft Auto 5 (PlayStation 3 e Xbox 360, R$ 199 em média), cujos valores envolvidos o credenciam como estrela na história da indústria.
Desde seu lançamento em 17 de setembro, o jogo da desenvolvedora escocesa Rockstar (responsável por sucessos como Red Dead Redemption e Max Payne 3), parece ter superado as expectativas dos fãs, crítica e de todo o mercado. Enquanto os fãs não param de elogiá-lo, suas vendas – até o momento – já lhe garantiram espaço na próxima edição do Guinness World Records. Entre os títulos mais expressivos estão o de videogame mais vendido em 24 horas (US$ 800 milhões arrecadados de maneira oficial nos Estados Unidos e na Europa), deixando para trás Call of Duty: Black Ops 2 (2012), que lucrou US$ 500 milhões no mesmo período. Grand Theft Auto 4 (2008) rendeu à produtora cerca de US$ 310 milhões no seu primeiro dia nas prateleiras.
“Os números são muito, muito altos. Era esperado que haveria esse boom na indústria, mas não tão rápido nem tão grande. Acho que este é o lançamento mais importante dessa geração e encerra um ciclo com a chegada de novos consoles”, diz Thiago Romariz, editor de games do site Omelete, especializado em entretenimento. “A Rockstar sabe trabalhar o marketing em cima de seus projetos e criar uma expectativa especial. O GTA 5 não só engloba tudo o que a empresa já apresentou, seja em termos narrativos e jogabilidade, e crava, talvez, a experiência definitiva atual dos videogames.”
Além de levar os números do meio dos games a um outra patamar, GTA 5 se tornou um fenômeno cultural. Sua popularidade e lucratividade são tamanhas que o fenômeno foi capaz de ultrapassar o milionário mundo do cinema. Com orçamento hollywoodiano, na casa dos US$ 265 milhões, o jogo se tornou o produto de entretenimento que mais rápido conseguiu US$ 1 bilhão (em apenas três dias). Para se ter uma ideia, o longa-metragem Avatar (2010), o blockbuster que mais arrecadou na história da sétima arte, levou 17 dias para atingir a marca. Sucessos como Os Vingadores (2012) e Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 (2011) levaram quase cinco vezes o tempo do game para também entrar no seleto grupo de bilionários.
Segundo Romariz, os números e a influência dos games na vida das pessoas estão evoluindo de maneira natural e consolidada. “Se é ou não arte, isso não importa. Acredito que os games devem ganhar esse status ao longo do tempo, de acordo com o senso comum. É uma área forte de entretenimento que está cada vez mais sendo respeitada.”
domingo, 2 de janeiro de 2011
Clássicos Retornam Repaginados
Em meio a ideias mirabolantes sobre novas tramas, antigos sucessos também encontram espaço na atual geração de games. Apesar de clássicos, esses jogos são repaginados para retornar mais modernos. A última atualização ocorreu com Goldeneye 007, que chega para Wii.
Baseado no 17º filme de James Bond, a atração manteve as características que fizeram do título lançado em 1997 para o Nintendo 64 um dos maiores sucessos do console: o ousado e simples jogo de tiro unido a seu divertido modo multiplayer.
Outros jogos que tiveram recente upgrade foram New Super Mario Bros. Wii, Sonic The Hedgehog 4 - Episode I e Donkey Kong Country Returns. A lista tem a presença de grandes ícones do mundo dos videogames que nunca deixaram o imaginário dos fãs além de terem marcado diferentes gerações de gamers.

Eles podem ter sido deixados de lado por algum tempo, mas mostram que têm força para se manter na ativa.terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Michael Jackson Revive em Novo Jogo
O legado musical deixado por Michael Jackson continua a se multiplar mesmo com sua morte. A novidade em relação a imagem do ícone é o game Michael Jackson: The Experience (Ubisoft, R$ 149), no qual o público poderá brincar de fazer as coreografias e cantar os grande sucessos da carreira do cantor.
O jogo chega para as plataforma Wii, Nintendo DS e PSP – as versões para Xbox 360 e PlayStation 3 serão lançadas somente no ano que vem, havendo pequenas diferenças entre as edições de cada console.Segue um trailer (que ficou muito legal):
Apresentando um avatar com o mesmo figurino e com os mesmos trejeitos do astro norte-americano, The Experience passa por diversos momentos de sua carreira, além de fazer referência aos famosos videoclipes. Não ficam de fora momentos com o grupo The Jackson 5, o início da carreira adulta com o álbum Off The Wall e os hits dos disco Thriller, Bad e Dangerous.
A lista de músicas disponibilizadas irá agradar a todos que gostavam do som do cantor. Beat It, Billie Jean, The Way You Make Me Feel, They Don´t Care About Us, Bad, Will You Be There e Black or White estão entre as 27 canções que podem ser interpretadas.
A ideia é agitar o público utilizando as novidades tecnológicas trazidas pela atual geração de games. Os jogadores não ficam mais presos a movimentos possibilitados pelos joysticks e agora precisam levantar da cadeira para interagir com os jogos.
Dessa forma, é possível que durante a execução de Smooth Criminal, todos tenham de tentar se inclinar o quanto podem para se assemelhar à inusitada coreografia da canção.
Os gráficos não são dos melhores que as plataformas já apresentaram em outros títulos, mas também não chegam a desagradar. A pontuação é semelhante aos jogos de danças que existem em shoppings e é importante entrar no clima da música para se soltar ao máximo com os passos.
O desejo de Michael com sua arte era inovar sempre e talvez consiga deixar sua marca no universo dos games - aproveitando ao máximo as novas tecnologias 'sem fio'.
See You in The Other Post
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
A Rede Social Vai Além do Facebook
A primeira década dos anos 2000 foi marcada por uma grande revolução tecnológica movida pelo desenvolvimento da internet e sua popularização em todo o mundo. Os primeiros contos de fadas do século 21 apontam o potencial dos computadores como nova arma a ser utilizada. Seja para o bem ou para o mal. Uma dessas histórias ganha versão para o cinema com A Rede Social, que chega às salas do Brasil.
Conhecido pelo público geek simplesmente como o ‘filme do Facebook'', o longa-metragem do diretor David Fincher (O Curioso Caso de Benjamin Button, de 2008, e Clube da Luta, de 1999) vai além do que apenas mostrar como surgiu a mais popular rede social do planeta. O desenvolvimento do site serve para explorar questões ligadas à amizade, ambição, genialidade, prepotência, arrogância e vingança.A figura central da trama é Mark Zuckerberg (interpretado com competência pelo jovem Jesse Eisenberg), um gênio da computação que joga na internet suas frustrações pessoais. Ao lado do amigo brasileiro Eduardo Saverin, desenvolve ferramenta na qual pessoas convidadas poderiam fazer parte de um selecionado grupo.
Apesar do protagonista negar o tempo todo, a motivação para a criação do Facebook é sua vontade de estar em um coletivo. A mente do prodígio é capaz de invadir o sistema eletrônico da Universidade de Harvard em segundos, mas não o ajuda a ter simpatia para fazer amigos.Uma vez aceito no universo dos ‘descolados'', quem não o segue, fica para trás. É o caso de Saverin, que começa a ser deixado de lado no processo de expansão dos negócios. Zuckerberg encontra no ambicioso Sean Parker (vivido pelo convincente Justin Timberlake), um dos fundadores do site de músicas Napster, apoio para correr atrás de sua certeira fortuna.

O filme de David Fincher utiliza a história para apontar que nem todo conto de fadas tem final feliz - mas é divertido de se ver. A Rede Social tem grandes chances de chamar a atenção na próxima premiação do Oscar.terça-feira, 16 de novembro de 2010
'Rock Band 3' Traz Teclado Para a Festa
Uma das mais lucrativas ideias dos games nos últimos anos foi a união do mundo virtual com a música e a onda parece não ter baixado. O mais novo jogo no mercado é Rock Band 3, que chega com versões para PlayStation 3, Xbox 360, Wii e para o portátil Nintendo DS.
Ele foi lançado nos Estados Unidos no final de outubro e já pode ser encontrado em lojas especializadas - além de suas cópias também estarem disponíveis no conhecido mercado paralelo. O grande diferencial para as edições anteriores e outros games é o acréscimo do teclado como instrumento a ser tocado.
O terceiro volume da série Rock Band conta com um total de 83 canções, que abrangem composições que fizeram sucesso nas décadas de 1960 até os anos 2000. O variado público do game não tem como não gostar de todas as faixas.
O repertório inicial pode ser aumentado por meio de downloads, sendo que a rede oficial do game disponibiliza para o público mais de 1.500 faixas para serem compradas online.
O fôlego dessa vertente de jogos segue com muita força no mercado de games e os fãs do gênero não se cansam de brincar de rocktars. Enquanto as músicas fizerem sucesso, mais versões virtuais elas terão.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Por Dentro da Pixar
As histórias emocionantes, os personagens carismáticos e as imagens impressionantes das produções dos estúdios Pixar não surgem por mera sorte. A empresa norte-americana emprega conceitos em sua rotina que fazem com que o trabalho de seus empregados não tenha a característica de emprego comum. O segredo de seu sucesso é revelado em Nos Bastidores da Pixar – Lições do Playground Corporativo mais Criativo do Mundo (Editora Saraiva, 184 páginas, R$ 44,90).
Escrito por Bill Capodagli e Lynn Jackson, o livro tenta provar porque os trabalhos da Pixar são diferenciados e agradam a todo tipo de público. Conforme as páginas passam, é perceptível que uma das principais características da companhia de animação é de que seus funcionários são adultos que não perderam a criatividade que tinham quando criança.Nada representa tanto essa descrição quanto John Lasseter, gerente-executivo de criação dos Estúdios de Animação Pixar e Disney. Conhecido por suas camisas com imagens de desenhos animados, esteve envolvido com todos os filmes do estúdio: Toy Story (1995), Vida de Inseto (1998), Toy Story 2 (1999), Monstros S.A. (2001), Procurando Nemo (2003), Os Incríveis (2004), Carros (2006), Ratatouille (2007), Wall-E (2008), Up – Altas Aventuras (2009) e Toy Story 3 (ainda em cartaz e que acaba de se tornar na animação com maior rentável de todos os tempos).
Buscando a perfeição nas telas, o playground não tem pressa para levar suas novidades para as telas. “(...) a qualidade é o melhor de todos os planos de negócios”, diz Lasseter.Ao longo dos anos, o chefe soube criar nos prédios localizados em Emeryville, na Califórnia, ambiente estimulante para roteiristas, animadores e desenhistas – todos escolhidos a dedo.





O estilo moderno de administração muito se assemelha ao projeto organizacional bolado por Walt Disney (1901-1966), ídolo maior de Ed Catmull, cofundador do estúdio e presidente. Segundo Catmull, o objetivo do trabalho é fazer com que o público tenha a melhor experiência possível por muitos anos.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Game da Copa do Mundo Aquece Fãs
Os fãs de futebol de todo o mundo aguardam com ansiedade o início da Copa do Mundo, no dia 11 de junho. Enquanto as equipes não entram em campo, o público pode se aquecer com 2010 Fifa World Cup South Africa, que chegou esta semana às lojas para Xbox 360, PlayStation 3, Wii e para o portátil PSP.
A franquia futebolística da Eletronic Arts é uma das mais esperadas do mercado a cada quatro anos. O game aproveita o trabalho de Fifa 10, da mesma produtora, e inclui cerca de uma centena de mudanças para trazer o principal torneio do popular esporte para o entretenimento eletrônico.
O game terá atualizações on-line por meio dos consoles conforme as seleções forem sendo convocadas até determinada data. Nos últimos anos, a série Fifa tem evoluído muito e, para muitos, ultrapassou o jogo Winning Eleven como o melhor do gênero. terça-feira, 20 de abril de 2010
Heavy Rain Impressiona por Gráficos e Mais
A tecnologia e os meios de entretenimento sempre estiveram ligados, principalmente em relação aos games. O setor atinge atualmente um patamar jamais visto, com atrações tão realistas que podem ser confundidas com filmes cinematográficos.
A história mostra um intrigante suspense policial em torno das ações do asasino Origami, conhecido por deixar sobre suas vítimas figuras de papel feitas por meio da arte oriental. Quatro personagens lidam com diversas complicações para tentar encontrar o misterioso criminoso. O tema e a presença de cenas fortes, incluindo de sexo, o classificam para maiores de 18 anos.
O trabalho visual da empresa japonesa impressiona pelos detalhes em computação gráfica que são vistos ao longo de todo o jogo e não somente em vídeos de divulgação. Fica complicado entender sem jogar, mas o vídeo de apresentação mostra bem como é o game. É só dar o play no trailer.
Algumas atualizações e packs de expansão para o jogo já foram lançados e trazem novas investigações a serem feitas. A ideia é fazer com que sempre exista novidades no mundos de Heavy Rain, misturando ação e o melhor que a computação gráfica pode apresentar.São por jogos como esse que eu TENHO de ter um console da nova geração em casa (em especial, um PlayStation 3).
quarta-feira, 31 de março de 2010
'God of War' Termina Trilogia em Alto Nível
A vingança do Deus da Guerra chegou ao fim. Após muita espera, os fãs já podem encontrar nas lojas o jogo God of War 3 (Sony), terceira e derradeira parte de uma das melhores franquias dos games de todos os tempos. A aventura é exclusiva para PlayStation 3 e o preço sugerido é de R$ 199. Um trailer pode ser conferido aqui.
A ação começa exatamente após o término de God of War 2 (2007), para PlayStation 2. No topo da titã Gaia, o guerreiro Kratos sobe em direção ao Monte Olimpo, casa dos deuses mitológicos. A cena mostra que o protagonista continua sua violenta jornada em busca de vingança.
Para os jogadores que gostam muito de acompanhar a história dos games com os quais se diverte, god of war lançado originalmente em 2005 narra as aventuras do espartano Kratos, que vendeu sua alma a Ares, o Deus da Guerra, para vencer uma batalha. O poder conseguido pelo guerreiro o leva a não enxergar nada além da vontade de vencer seus inimigos.
Agora, tudo evoluiu. Desde as cenas de ação até as estratégias de combate a serem utilizadas contra cada inimigo, passando pela violência que o antiherói jogável utiliza sobre quem se mete em seu caminho de sangue. É importante lembrar que o jogo é recomendado para adultos.
O trabalho tem recebido ótimas críticas de especialistas e agradado em cheio aos fãs. Alguns o apontam como um dos maiores de todos os tempos dos games. Se depender da vontade de Kratos, todos estarão a seus pés.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Novo 'Call of Duty' se torna fenômeno
O mais recente fenômeno do entretenimento não se trata de um filme, um novo CD ou um recente programa da televisão.
Lançado no fim do ano passado para as plataformas Xbox 360 e PlayStation3, vendeu em seu primeiro dia nas lojas 4,7 milhões de unidades isso somando apenas o mercado dos Estados Unidos, Reino Unido e Canadá.Mas o que torna o game tão chamativo? "Call of Duty é uma série de prestígio desde quando nasceu, em 2003. O grande atrativo é o fato de tomar a pele de um soldado em meio à uma guerra fictícia que é, ao mesmo tempo, muito ligada à realidade", explica Flávio Croffi, jornalista especializado em games. "O fenômeno se deu muito pelo seu marketing, juntamente com o sucesso que o título anterior da série obteve".
O jogo demorou dois anos para ser elaborado e custou mais de US$ 50 milhões para ser produzido. Ele contou com a participação de uma equipe com cerca de 100 pessoas. Esse número refere-se apenas aos envolvidos na parte eletrônica, sem levar em conta, por exemplo, integrantes do projeto relacionados a dublagem dos personagens e o compositor alemão Hans Zimmer, ganhador do Oscar de melhor trilha sonora por diversas vezes, que desenvolveu composições exclusivas para o projeto.
"É um jogo de guerra como qualquer outro, mas com uma atenção e verba excepcionalmente grandes dedicadas a roteiro, dublagens e design, entre outros elementos", diz Fabio Bracht, editor do blog Continue, destinado ao mundo dos games.O grande investimento na sua produção se reflete na forma como o universo dos games é visto nos dias de hoje. O setor ganhou respeito e move bilhões de dólares anualmente. A chegada da recente geração de videogames foi fundamental para o bom momento do mercado e, em especial, do jogo em questão. "Essa é a geração de mais sucesso, mais marketing e mais dinheiro rolando. Ela conta com técnicas fantásticas de gráficos e de reprodução de um enredo jamais vistas", comenta o jornalista.
Além de todo o fenômeno envolvendo Modern Warfare 2, chama a atenção o fato de que uma das fases se passe no Rio de Janeiro. O objetivo é subir determinada favela carioca em busca de terroristas estrangeiros escondidos no local. A participação do cenário nacional tem causado diferentes reações.
Segundo Croffi, os fãs não ligam para esse tipo de 'homenagem' e estão mais preocupados em se divertir em qualquer campo de batalha. Já Bracht vê com bons olhos a iniciativa. "O brasileiro se sente excluído do mundo dos games. É sempre uma boa sensação quando um jogo, principalmente um desse porte, traz a imagem do Cristo Redentor ao fundo e alguns personagens falando em português."Resta saber se os cariocas gostaram ou não de sua participação. Reza a lenda que eles se sentiram ofendidos por mostrarem apenas as coisas ruins que ocorrem nas favelas. Mas assim como foi com o episódio dos Simpsons que satirizou o cenários brasileiro, parece que a população ainda não está preparada para rir de si mesma. Mas quem sou eu para falar de conceitos e pré-conceitos?
See You in The Other Post




