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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Quadrinhos Ácidos Sobre o Mundo Urbano

A evolução das metrópoles brasileiras entre as décadas de 1980 e 1990 não é contada somente nos livros de história. Essa observação também foi ilustrada em tirinhas, charges e revistas em quadrinhos da época. É na reunião desse tipo de material gráfico que o público poderá fazer viagem ao passado por meio da exposição Cidades em Tiras: A Metrópole Brasileira Através das Histórias em Quadrinhos. A atração toma conta da galeria do Sesc Santo André e fica em cartaz até 9 de março.
A ideia é explorar a visão ácida que artistas do gênero tinham sobre o que viam à sua volta, uma vez que desenvolviam seu talento em meio a um período marcado por agitações políticas, como a elaboração da Constituição de 1988 e o movimento Diretas Já. Se movimentos culturais mais tradicionais sofriam com censura, o universo underground servia de inspiração para quadrinistas como Adão, Glauco, Luís Gê, Newton Foot e Spacca.
“A exposição vale para que possamos repensar a situação das grandes cidades, que ainda sofrem com problemas como trânsito, violência e poluição”, explica o curador André Luís Sanchez Cezaretto. “ Temos essas metrópoles como cenários nas mãos desses artistas, com seus prédios e ruas. E também há uma segunda parte na qual exploram o cotidiano e a questão de enfrentar seus desafios. Essas histórias em quadrinhos têm um contato direto com as pessoas. Lê-las significa falar com nós mesmos.”
Parte do acervo pertence à coleção pessoal de Cezaretto, confesso fã de HQ desde a adolescência. Estão espalhadas pelo local exemplares de publicações alternativas e voltadas aos leitores adultos, casos de Chiclete com Banana (de Angeli), Piratas do Tietê (Laerte) e Níquel Náusea (Fernando Gonsales). Alguns dos autores visitarão o Sesc andreense no início do ano para comandar atividades para tornar a exposição mais interativa.

A curiosidade do curador será perceber como o público mais jovem irá receber um material considerado ‘transgressor’. “Parte da garotada não tem ideia da importância desses caras. Meio que sem querer, eles formaram uma espécie de movimento social que transformou a história do quadrinho brasileiro.”

Cidades em Tiras: A Metrópole Brasileira Através das Histórias em QuadrinhosExposição. No Sesc Santo André – Rua Tamarutaca, 302. Tel.: 4469-1200. Terça a sexta, das 10h às 22h; sábado, das 10h às 20h; domingo, das 10h às 19h. Grátis. Até 9 de março.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Ilustrações Celebram Uma Cinquentona

No ano passado, a pequena Mônica completou 50 anos e um livro com versões da personagem fechou um grande ciclo de comemorações. Mônica(s) (Panini Comics, 160 páginas, R$ 99 em média) reúne trabalho de 150 convidados que revelam sua própria visão para a eterna rainha da Rua do Limoeiro com traços e ideias que chegam bem longe da original.
Os organizadores chamaram um total de 150 artistas para participar do projeto. Entre os nomes selecionados estão Fernando Gonsales, Orlandeli, Samuel Casal, Danilo Beyruth, Luke Ross, Mike Deodato Jr., Roger Cruz, Sabrina Eras e o veterano Ziraldo. Alguns deles, casos de Gustavo Duarte e os irmãos Lu e Vitor Cafaggi, estão no time de quadrinistas que estão reinventando as criações de Mauricio de Sousa em graphic novels – Pavor Espaciar e Laços, respectivamente. Uma pequena parte do material já entrou no livro Mônica 30 Anos, lançado na década de 1990.
Grande parte dos brasileiros teve contato com as histórias em quadrinhos por meio da Turma da Mônica. Entre os influenciados pelos contos criados por Mauricio de Sousa ao longo das décadas estão os irmãos Magno e Marcelo Costa, de Santo André, hoje entre os destaques da nova geração de quadrinistas brasileiros.

“Praticamente todo mundo, em algum momento da vida, leu a 'Turma da Mônica'. Foi a nossa primeira ligação com as HQs, uma vez que o material de editoras como Marvel e DC (Comics) eram difíceis de encontrar”, recorda Magno. “Começamos a ler com essas revistinhas e depois fomos desenhando os personagens. É um universo que fala muito a língua da criança”, diz Marcelo.
Com muita nostalgia, os gêmeos retornam para esse universo por meio de suas participações em Mônica(s). “Quando esse tipo de livro é lançado, o público fica muito ansioso para ver o resultado final. Participar de um projeto grandioso como esse acaba sendo uma responsabilidade imensa. A Mônica é uma figura icônica e dar sua visão sobre ela é um desafio”, explica Magno. Segundo seu irmão, “esse tipo de convite faz com que a cabeça fique cheia de ideias. Quando você faz uma releitura sem compromisso até que é bem fácil, simples. O peso vem quando percebemos que o negócio é sério.”
No meio da seleção de opções e possibilidades que dariam certo no papel, eles seguiram caminhos diferentes. Magno buscou inspiração em mundos fantásticos, como o visto na saga A Guerra dos Tronos, para revelar uma garotinha mais guerreira. Os traços flertam com o estilo do mangá. Um ar mais urbano cerca a Mônica idealizada por Marcelo. O andreense a coloca como a líder de uma espécie de gangue juvenil formada ainda por Cebolinha, Cascão e Magali.

Ilustradores de outros países também estão espalhadas pelas páginas, com espaço para desenhos assinados pelo norte-americano Will Eisner, considerado um dos grandes mestres do quadrinho mundial e criador do herói The Spirit, e do italiano Milo Manara, conhecido por trabalhos de teor erótico.
A garotinha de vestido vermelho viaja entre o ar angelical e infantil até opções mais adultas e um tanto quanto filosóficas. Tentando manter um estilo mais tradicional e flertando com o ar de pintura antiga, José Luiz Benicio empresta seu talento para a capa. A cena prova que a Mônica já está eternizada.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Fábula Urbana Sem Palavras

Além das belas ilustrações que chamam a atenção de todos que desviam o olhar para observar as imagens, as histórias em quadrinhos também dependem de uma interessante narrativa para se dar bem. O método mais comum é a utilização de diálogos entre os personagens, fazendo com que os leitores compreendam com exatidão os acontecimentos mostrados. Mas nem só de falas e escrita sobrevivem as publicações. Uma trama criativa e a simplicidade do roteiro foram o bastante para dar origem a Taxi (Independente, R$ 10, 32 páginas).

A obra do quadrinista Gustavo Duarte mostra que a máxima Uma Imagem Vale Mais Que Mil Palavras continua a ser verdadeira. O autor paulista não aposta em aventuras intergalácticas ou personagens superpoderosos que tem o trabalho de derrotar vilões maléficos. Ele tem como fonte de inspiração seu próprio cotidiano e as paixões pessoais. No caso, referentes ao desenhos e ao jazz.Com imagens em preto e branco, Duarte apresenta as pequenas desventuras de um músico que, ao chegar no local no qual irá se apresentar, lembra-se de ter esquecido sua case em um bar. Preocupado com o atraso, o jazzista pega um táxi que tem como motorista um simpático elefante vestido com calça, camisa e suspensórios. O que parecia ser uma corrida simples, acaba se tornando um conto com elementos divertidos e surreais. Não poderia faltar a inesperada surpresa para finalizar a HQ.

Tudo que foi resumido nos últimos parágrafos é contado sem nenhuma palavra presente nas páginas. Apenas alguns letreiros de locais e do próprio táxi são escritos. As ilustrações em sequencia foram pensadas com precisão para que o público possa acompanhar o enredo e não tenha dúvidas do que acabou de 'ler'. A estrutura dos quadrinhos lembra as tirinhas vistas em jornais. Detalhe para o título da obra, sem o acento agudo e se assemelhando mais ao mercado internacional. A escolha foi feita devido a ambição de Duarte de levar seu trabalho a diferentes países.
Alguns leitores podem achar que o trabalho tenha um ar infantil, mas é a imaginação do autor que caracteriza Taxi. A paixão pelo universo dos desenhos deixou a mente de Duarte aberta para transformar elementos infantis, caso da humanização de animais, em dose de humor certeira. É quase impossível não notar um sorriso sincero no rosto de quem o folheia.

Outra forte influência notada vem do jazz. O livro já é notado de forma diferente devido a seu formato de 20 x 20 cm, referência as capas de discos. A opção pela ausência de cores casa de forma positiva com o ritmo musical dançante. O figurino dos personagens e o ambiente remetem ao mundo vivido pelo jazzista que protagoniza a história. Apesar de dividirem espaço com outros personagens menores, a dupla principal tem carisma o bastante conquistar o leitor nas poucas páginas do livro.
"Os personagens, sempre muito bem escolhidos, delineados por um estilo elegante e preciso, transbordam carisma e carregam o leitor por toda a história", diz a apresentação da HQ. A viagem de táxi atrás de um case esquecida acaba por se tornar uma gostosa fábula.

See You in The Other Post

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A Arte Erótica de Milo Manara

A linha tênue existente entre o erótico e o pornográfico é por onde gosta de trabalhar o quadrinista Milo Manara. Seus trabalhos com forte apelo sexual causam polêmica assim que são lançados e muito se discute sobre como caracterizar suas histórias em quadrinhos. O que não se pode questionar é a qualidade dos contos e dos traços que permeiam as diversas publicações nos mais de 40 anos de carreira do italiano.

“Devo tudo a uma grande combinação de eventos de sorte”, resumiu Manara sobre sua trajetória na abertura da exposição Milo Manara – Uma Vida Chamada Desejo, em cartaz na Oficina Cultural Oswald de Andrade (Rua Três Rios, 363. Tel.: 3221-5558), em São Paulo.

A mostra traz ao Brasil centena de obras do homenageado, sendo que o acervo conta com ilustrações, pinturas a óleo, storyboards de filmes – entre eles Barbarella (1968), de Roger Vadim, do qual participou – e originais. A atração é gratuita e segue até o dia 11, de segunda a sexta, das 9h às 22h, e aos sábados, das 10h às 17h. Devido ao teor explícito do material, a exposição é restrita a público com idade acima de 16 anos.

A ligação com as HQs se deve ao fato de que elas proporcionaram liberdade para suas ideias. “Encontrei nos quadrinhos verdadeira arte em série para me expressar. É uma forma narrativa que me deu existência na sociedade em massa”, justifica.

A paixão pelas mulheres e pelos desenhos eróticos começou aos 20 anos, época na qual a sexualidade era de extrema importância para o então jovem quadrinista. “No homem, a pulsão não pode ser suprimida. Há a necessidade de se representar as ideias eróticas”, declara.

Hoje, aos 65 anos, Manara ainda busca modelos para suas personagens no cotidiano. “Não invento as mulheres, eu as encontro nas ruas. Me inspiro na realidade. Nas HQs, criamos pequeno elenco mental e as personagens precisam representar certos símbolos”, explica.

As deslumbrantes mulheres desenhadas pelo italiano podem ser vistas sem qualquer pudor nas páginas de Clic – Edição Completa (Conrad Editora, 242 páginas, R$ 74,90). A publicação especial reúne os quatro volumes da série, já lançados por aqui, que lhe deu fama em todo o mundo.

Clic mostra as desventuras eróticas vividas pela burguesa Claudia Christiani e as confusões ocasionadas por um estranho aparelho que faz com que a dama se transforme em uma criatura com insaciável libido. Cada vez que o dispositivo é ativado, Claudia se entrega por completo a seus desejos reprimidos.

Outro livro que destaca o talento de Manara é Kamasutra (Conrad Editora, 72 páginas, R$ 44,90), no qual faz viagem influenciada pela literatura hindu. Nas páginas, as amigas Parvati e Lulu encontram por acidente um cinto mágico que guarda o espírito de Shiva. O contato com a entidade sobrenatural faz com que a dupla tenha de enfrentar quatro provas sexuais que as obrigam a colocar em práticas as milenares técnicas tântricas do famoso texto indiano do Kamasutra.


Apesar das polêmicas envolvendo o conteúdo explícito dos livros, Manara afirma que seu objetivo é apenas desenhar com paixão. “Se a resposta do público existir, o trabalho é erótico. Se não causar nada, é pornografia. Há a questão da postura. Quando a obra for feita com amor e paixão, ela será erótica e é isso o que faço.”

Após quatro décadas, a sensualidade da mente do Maestro ainda chama a atenção.

See You in The Other Post

terça-feira, 16 de novembro de 2010

'Rock Band 3' Traz Teclado Para a Festa

Uma das mais lucrativas ideias dos games nos últimos anos foi a união do mundo virtual com a música e a onda parece não ter baixado. O mais novo jogo no mercado é Rock Band 3, que chega com versões para PlayStation 3, Xbox 360, Wii e para o portátil Nintendo DS.

Ele foi lançado nos Estados Unidos no final de outubro e já pode ser encontrado em lojas especializadas - além de suas cópias também estarem disponíveis no conhecido mercado paralelo. O grande diferencial para as edições anteriores e outros games é o acréscimo do teclado como instrumento a ser tocado.

O terceiro volume da série Rock Band conta com um total de 83 canções, que abrangem composições que fizeram sucesso nas décadas de 1960 até os anos 2000. O variado público do game não tem como não gostar de todas as faixas.

Músicas como Break On Through, do grupo The Doors, Get Up, Stand Up, de Bob Marley & The Wailers, Bohemian Rhapsody, do Queen, Crazy Train, do roqueiro Ozzy Osbourne, Walkin’ on The Sun, da banda Smash Mouth, Rehab, da cantora Amy Winehouse e Humanoid, do grupo Tokio Hotel, estão entre as opções.

O repertório inicial pode ser aumentado por meio de downloads, sendo que a rede oficial do game disponibiliza para o público mais de 1.500 faixas para serem compradas online.

Entre os novos atrativos está a possibilidade do jogador ter a sensação de tocar um teclado. Ele poderá tocado quando apoiado em uma mesa ou preso com uma alça nos ombros. O diferencial chega para somar diversão ao lado do já conhecido trio guitarra, baixo e bateria, além do jogador poder se imaginar como vocalista de seu próprio grupo com um microfone em mãos.

O fato de poder substituir instrumentos de corda faz com que não fique restrito apenas a ser utilizado com músicas onde o teclado aparece.



Outra novidade de Rock Band 3 é que os fãs agora terão acesso a um modo profissional do jogo. Para jogá-lo da melhor maneira possível, é necessários que os ‘músicos’ tenham controles mais sofisticados do que os conhecidos.

Misturando as características dos instrumentos antigos e suas versões reais, agora temos guitarras com botões e cordas e uma expansão para a bateria com pratos, sem contar o já citado teclado. Os acessórios só funcionam no modo profissional.

O fôlego dessa vertente de jogos segue com muita força no mercado de games e os fãs do gênero não se cansam de brincar de rocktars. Enquanto as músicas fizerem sucesso, mais versões virtuais elas terão.

See You in The Other Post

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Scarygirl Vale Mais Como Arte

Para muitos personagens, o caminho natural de sua trajetória é partir das páginas das histórias em quadrinhos para outros meios de divulgação. Não é o que ocorreu com Scarygirl (Editora ARX, R$ 42,90, 128 páginas), famosa no meio virtual e no mercado de toy art, que acaba de ganhar versão no formato de graphic novel.


O potencial visual da pequena garota deformada é muito bem aproveitado e chama atenção pela qualidade de seu material artístico e gráfico.

Criada pelo australiano Nathan Jurevicius ­ que mora atualmente no Canadá ­, Scarygirl ganhou fama, principalmente entre os jovens, graças ao jogo online gratuito disponibilizado em seu site oficial. A mistura entre universo dark com figuras que podem ser consideradas extremamente infantis chega a lembrar o clássico do stop-motion O Fantástico Mundo de Jack (1993), de Tim Burton.


O livro mostra a estranha menina sendo abandonada em uma praia remota. Ela tem a ajuda de Blister, um polvo gigante que começa a tomar conta da nova protegida. Em um de seus sonhos, Scarygirl tem a visão de um homem misterioso o qual não faz ideia de quem seja.

A aparição faz com que novos questionamentos ­ além do mistério de como ela foi parar naquele local ­ apareçam e a protagonista acredite que o encontro com a figura de seus delírios é essencial para lhe dar respostas. No caminho de sua jornada, conhece outros bizarros personagens, caso do coelho místico Bunniguru, do bondoso gigante Sewer Giant e do malvado rato Chihoho.

Detalhe para o fato de que toda história não conta com diálogos ou qualquer tipo de texto. A apresentação dos seres ocorre nas páginas iniciais e finais, que também apresentam suas características ­ igualmente estranhas.

O miolo da publicação conta com espaço especial dedicado à entrevista com o criador de Scarygirl. Muito do que ele diz ajuda a entender o colorido projeto. "O universo de Scarygirl partilha algumas regras e filosofias com o nosso mundo (...) O mundo também gira em torno da ideia de que nem sempre as coisas são o que parecem ser e que os pontos fortes de alguém são apresentados por meio de suas fraquezas", explica Nathan Jurevicius.

As 'páginas rosadas' trazem interessante acervo com ilustrações inacabadas que chamam atenção.

Como graphic novel, a HQ serve como ótimo exemplo de trabalho visual de qualidade. Outro ponto importante de Scarygirl é seu enorme potencial no mercado de toy art (peças destinadas a adultos com objetivo de enfeitar ambientes). Alguns bonecos feitos a partir dos personagens são apresentados aos leitores com infográficos detalhados.
Os braços deformados, as cabeças com diferentes formatos e a grande quantidade de cores faz em do mundo de Scarygirl prato cheio para as mais variadas vertentes da cultura pop.

Segue o site da personagem para quem se interessar pelo seu universo divertido e bizarro www.scarygirl.com

See You in The Otger Post

terça-feira, 20 de abril de 2010

Heavy Rain Impressiona por Gráficos e Mais

A tecnologia e os meios de entretenimento sempre estiveram ligados, principalmente em relação aos games. O setor atinge atualmente um patamar jamais visto, com atrações tão realistas que podem ser confundidas com filmes cinematográficos.

A maior prova disso é o jogo Heavy Rain (Sony, R$ 199). Exclusivo para PlayStation 3, ele conta com gráficos impressionantes e inteligência artificial inovadora.

A história mostra um intrigante suspense policial em torno das ações do asasino Origami, conhecido por deixar sobre suas vítimas figuras de papel feitas por meio da arte oriental. Quatro personagens lidam com diversas complicações para tentar encontrar o misterioso criminoso. O tema e a presença de cenas fortes, incluindo de sexo, o classificam para maiores de 18 anos.

Apesar de já estar nas prateleiras há alguns anos, a nova geração de consoles parece estar descobrindo seu verdadeiro potencial somente agora. O realismo dos personagens é incrível.

O trabalho visual da empresa japonesa impressiona pelos detalhes em computação gráfica que são vistos ao longo de todo o jogo ­ e não somente em vídeos de divulgação. Fica complicado entender sem jogar, mas o vídeo de apresentação mostra bem como é o game. É só dar o play no trailer.



Outro detalhe que chama atenção em Heavy Rain é a possibilidade de mudar sua trajetória a todo o momento. Cada decisão tomada e ação feita influencia o andamento da história e leva os jogadores a um dos cerca de 20 finais possíveis da elaborada trama.

Algumas atualizações e packs de expansão para o jogo já foram lançados e trazem novas investigações a serem feitas. A ideia é fazer com que sempre exista novidades no mundos de Heavy Rain, misturando ação e o melhor que a computação gráfica pode apresentar.

São por jogos como esse que eu TENHO de ter um console da nova geração em casa (em especial, um PlayStation 3).

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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Sítio do Picapau Amarelo Steampunk



Galera, vi o link para esse trabalho hoje em vários blogs, talvez não seja mais novidade mas como o trabalho artístico é MUITO bom resolvi divulgar também.

Arthur Moreno Milan Parreira é de Londrina, Paraná, e, como trabalho de Conclusão do Curso de artes Visuais Multimídia, elaborou uma releitura SteamPunk da obra “O Sítio do Pica-Pau Amarelo”, de Monteiro Lobato.

Mas o que é Steampunk???

Definição segundo o site steampunk.com.br:
"O SteamPunk é um sub-gênero da Ficção Científica, fruto de um Século XIX imaginário, anacrônico, tecnologicamente precoce e à base de vapor e eletricidade"
http:\\www.steampunk.com.br


Segundo a wikipedia:
"O gênero steampunk pode ser explicado de maneira muito simples, comparando-o a literatura que lhe deu origem. Baseado num universo de ficção cientifica criado por autores consagrados como Júlio Verne no fim do século XIX, ele mostra uma realidade espaço-temporal na qual a tecnologia mecânica a vapor teria evoluído até níveis impossíveis (ou pelo menos improváveis), com automóveis, aviões e até mesmo robôs movidos a vapor já naquela época."
http://pt.wikipedia.org/wiki/Steampunk



Acesse o link para o tralhalho completo do Arthur!

http://www.steampunk.com.br/2009/11/14/steampunk-sitio-do-pica-pau-amarelo/

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Kindle comanda onda de leitores eletrônicos

O sonho de juntarmos em um único lugar o conhecimento de toda a humanidade parece estar cada vez mais próximo. A onda tecnológica dos leitores eletrônicos começa a chegar ao Brasil com o lançamento mundial do Kindle 2 (abaixo). Inicialmente vendido apenas para o mercado norte-americano, agora mais de 100 países em todo o mundo - incluindo o Brasil - poderão ter em mãos a novidade tecnológica do momento.

Criado em 2007, o aparelho tem dimensões semelhantes à de um gibi e potencial para transformar o modo como lemos. Sua nova versão permite acesso a acervo de 1.500 livros em um único exemplar do modelo. Os interessados já podem reservar o seu por meio do site daAmazon (www.amazon.com), rede norte-americana de Jeff Bezos, criador do leitor.

Seu preço é US$ 279, além da taxa de envio e das tarifas de importação. Tudo dá cerca de R$ 1.000. Outros aparelhos semelhantes, como os da linha Reader (abaixo), da japonesa Sony, também podem ser encontrados no mercado, com preços variando entre US$ 199 a US$ 489, cada um com determinado espaço interno.

A grande revolução por trás dos leitores, também conhecidos como e-readers, é a utilização da chamada tinta eletrônica. A imagem na tela em preto e branco é feita com milhares de partículas magnéticas elaboradas com o objetivo de facilitar a leitura. O sistema e o visual lembram muito as antigas lousas magnéticas infantis.

O aparelho não emitir luz própria, como os atuais celulares, também é um ponto positivo. Dessa forma, o leitor fica longe das dores de cabeça resultantes de horas em frente às telas de computador.

As páginas virtuais são viradas por meio de controles laterais. Um cursor faz com que seja possível destacar determinados trechos e uma busca pode encontrar tal passagem com facilidade. O teclado na parte de baixo permite fazer anotações no pé da página em questão.

Segue um vídeo explicativo como o Kindle funciona. A maioria das informações valem para os outros e-readers também.



As publicações, como livros (como Marley e Eu e O Código Da Vinci), jornais (The New York Times e O Globo) e revistas (Newsweek e Time), podem ser compradas na internet ou adquiridaspor meio de rede especial existente no próprio aparelho. Cada download custa cerca de US$ 10 (R$ 17). Os leitores também são capazes de ler arquivos em Word e em PDF.

O passo dado com os e-readers faz com que vislumbremos uma realidade na qual as bibliotecas não existirão e o material impresso será artigo de museu. Caberá à sociedade decidir se o hábito de leitura irá se integrar a esse suporte. Ei, mas quem sou eu para dar pitaco em como você deve ler?

PS: preciso comprar um!!! (mas ainda tá muuuuito caro)

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quinta-feira, 2 de abril de 2009

Clipe de Videodica - New York


Este Clipe de Videodica está um pouco diferente, porque desta vez não é um clipe oficial. Mas como o intuito deste quadro é mostrar um clipe musical interessante, aqui vai 'New York 2008'


New York 2008 from Vicente Sahuc on Vimeo.

Este clipe foi filmado por Vicente Sahuc, o nome é o máximo de informações que ele disponibiliza no perfil do Vimeo. Mas as informações do clipe são mais completas, as imagens foram captadas por Sahuc, andando de skate por Nova York. O efeito de Slow Motion é dado reduzindo os frames por segundo da filmagem para 24, quando na verdade foram captados 300fps. A música do fundo é 'Numb' do U2, para quem quiser conhecer o video oficial com o guitarrista The Edge como protagonista.

Seeeeee yooooooou Spaaaaaaaace Neeeeeeeeew Yooooorker.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Animacurtas para essas letrinhas animadas


Já é de tempos que a animação sómente com letras e fontes, conhecida por typemotion (que por a acaso chegou a virar febre na internet) está acompanhando o mundo das animações.

Claro que nunca no mundo fariam um longa com esse tipo de animação, primeiro porque ficaríamos extra tontos e cansados com isso. Mas nma animação de minuto é super bacana.

Existem vários exemplos desse na internet! Escolhi um que fizeram com uma cena do filme Star Wars. Perceba que o áudio do vídeo é o da cena original! Mas existem, inclusive, clipes de musicas, como por exemplo o Justice!

Saca aí o vídeo que falei:


O Typemotion gerou um buzz danado ultimamente por ser uma visão simplista com fontes. A animação é simples e as fontes ganham um poder mais forte. É o sonho de muitos Designers Gráficos...

Mas não vou puxar muito presse lado que senão vai rolar muito pano... é minha área de atuação por acaso...

Chega por hoje! Abraço Maluco Doido!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Título do Post


Metalinguagem é usar um tipo de comunicação para falar de si mesmo. Alguma coisa parecida com o título deste post. E foi isso que alguns publicitários gringos resolveram fazer com imagens. Imagens que explicam a si mesmas.


O conceito é simples, é usar o 'obejeto' dito na construção da própria palavra.


Outra agência usou um conceito parecido para promover uma produtora de audio publicitário, a Saxsofunny. Confiram no video:



A criação foi da DM9DDB.

O portifólio completo da Behance, a agência da tipografia auto-explicativa, pode ser conferido no site da agência.

Assinatura do post.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Paper Toys que bate foto?!?

Senhoras e senhores... a tempos não falo do nosso querido papertoy.

Papertoy é uma paixão que eu e o Gravata dividimos entre os tempos quase inexistentes livres que temos.

Já falei de vários papertoys ao qual gosto de fazer. Alguns deles passam do nível e deixam de ser papertoy para ser paper model. Neste caso, hoje estou postando sobre papertoy em especial.

Os designers gráficos apostam hoje em algo mais do que simplesmente produzir os Toy's Art. Como para brincar em produzir Toy Art envolve muito dinheiro, a saída era o Paper Toy. Hoje o Paper Toy já está no mesmo nível do Toy Art.

A Fwis, uma agência publicitária e estúdio de design disponibiliza no site deles uma ação da própria agência. Eles criaram e disponibilizam os Paper Toy's produzidos pelos designers da agência. Nomearam a coleção de ReadyMech, por parecerem com robôs.



Arrisco dizer que els são os primeiros a lançarem esses modelos, e a partir deles que as pessoas passaram a fazer coisas parecidas.

Saca só os toys que tenho da ReadyMech:





Agora a dica não para aqui. A Fwis já transformou a ReadyMech em praticamente uma área da agência. Lançaram a uns meses a coleção de câmeras fotográficas...

Agora você deve estar se perguntando: "Câmeras fotográficas?"

Sim, São câmeras fotográficas que funcionam de verdade. Claro que o sistema é aquele antigo onde você coloca o filme, espera uma cara e depois manda revelar e percebe que tá sem foco e etc. Mas acho muito legal a idéia de fazer aquelas cameras que um dia fizemos com lata de Nescau.



Eu estou fazendo uma camera. Parei o castelo só pra fazer! Ainda vou bater umas fotos com ela! Muito legal, não acham?

Enfim... Papel e tesoura na mão e boa sorte.

Enquanto isso

Um abraço maluco doido!