No ano passado, a pequena Mônica completou 50 anos e um livro com versões da personagem fechou um grande ciclo de comemorações. Mônica(s) (Panini Comics, 160 páginas, R$ 99 em média) reúne trabalho de 150 convidados que revelam sua própria visão para a eterna rainha da Rua do Limoeiro com traços e ideias que chegam bem longe da original.
Os organizadores chamaram um total de 150 artistas para participar do projeto. Entre os nomes selecionados estão Fernando Gonsales, Orlandeli, Samuel Casal, Danilo Beyruth, Luke Ross, Mike Deodato Jr., Roger Cruz, Sabrina Eras e o veterano Ziraldo. Alguns deles, casos de Gustavo Duarte e os irmãos Lu e Vitor Cafaggi, estão no time de quadrinistas que estão reinventando as criações de Mauricio de Sousa em graphic novels – Pavor Espaciar e Laços, respectivamente. Uma pequena parte do material já entrou no livro Mônica 30 Anos, lançado na década de 1990.
Grande parte dos brasileiros teve contato com as histórias em quadrinhos por meio da Turma da Mônica. Entre os influenciados pelos contos criados por Mauricio de Sousa ao longo das décadas estão os irmãos Magno e Marcelo Costa, de Santo André, hoje entre os destaques da nova geração de quadrinistas brasileiros.
“Praticamente todo mundo, em algum momento da vida, leu a 'Turma da Mônica'. Foi a nossa primeira ligação com as HQs, uma vez que o material de editoras como Marvel e DC (Comics) eram difíceis de encontrar”, recorda Magno. “Começamos a ler com essas revistinhas e depois fomos desenhando os personagens. É um universo que fala muito a língua da criança”, diz Marcelo.
Com muita nostalgia, os gêmeos retornam para esse universo por meio de suas participações em Mônica(s). “Quando esse tipo de livro é lançado, o público fica muito ansioso para ver o resultado final. Participar de um projeto grandioso como esse acaba sendo uma responsabilidade imensa. A Mônica é uma figura icônica e dar sua visão sobre ela é um desafio”, explica Magno. Segundo seu irmão, “esse tipo de convite faz com que a cabeça fique cheia de ideias. Quando você faz uma releitura sem compromisso até que é bem fácil, simples. O peso vem quando percebemos que o negócio é sério.”
No meio da seleção de opções e possibilidades que dariam certo no papel, eles seguiram caminhos diferentes. Magno buscou inspiração em mundos fantásticos, como o visto na saga A Guerra dos Tronos, para revelar uma garotinha mais guerreira. Os traços flertam com o estilo do mangá. Um ar mais urbano cerca a Mônica idealizada por Marcelo. O andreense a coloca como a líder de uma espécie de gangue juvenil formada ainda por Cebolinha, Cascão e Magali.
Ilustradores de outros países também estão espalhadas pelas páginas, com espaço para desenhos assinados pelo norte-americano Will Eisner, considerado um dos grandes mestres do quadrinho mundial e criador do herói The Spirit, e do italiano Milo Manara, conhecido por trabalhos de teor erótico.
A garotinha de vestido vermelho viaja entre o ar angelical e infantil até opções mais adultas e um tanto quanto filosóficas. Tentando manter um estilo mais tradicional e flertando com o ar de pintura antiga, José Luiz Benicio empresta seu talento para a capa. A cena prova que a Mônica já está eternizada.
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Um Astro Chamado James Dean
A passagem de James Dean (1931-1955) pelo universo do cinema foi curta, mas importante o bastante para movimentar toda uma geração nos anos 1950 e colocar seu nome entre as maiores estrelas de Hollywood de todos os tempos. O topete estiloso, a cara séria e a atitude de um típico bad boy (em frente e longe das câmeras) ajudaram a construir a imagem do que hoje é considerado um inquestionável ícone cultural.
Seis décadas depois de sua morte, o Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Álvares Penteado, 112. Tel.: 3113-3651), em São Paulo, celebra seu legado na mostra Eternamente Jovem – Retrospectiva James Dean. A programação começa amanhã com reunião de títulos estrelados pelo ator norte-americano e produções que se aventuraram a tentar traduzir todo um fenômeno construído nas costas de um rapaz de 24 anos. Os ingressos custam entre R$ 2 (meia-entrada) e R$ 4 e as atividades seguem até dia 16 de quarta a segunda-feira.
Entrarão em cartaz um total de 38 produções realizadas entre 1951 e os anos 2000. “As pessoas sempre falam sobre os mesmos três filmes famosos (Vidas Amargas e Juventude Transviada, ambos de 1955, e Assim Caminha a Humanidade, de 1956), mas ele já havia construído uma forte carreira nos teatros filmados que passavam na TV dos Estados Unidos. James já chegou ao cinema como um ator pronto. Coloquei essas obras para desmistificar um pouco essa ideia de astro de poucos filmes”, explica o jornalista carioca Mário Abbade, curador da retrospectiva. “Também separei documentários interessantes que exploram o James por diversos ângulos. Quis pegar e disponibilizar o máximo possível de informações para que o público pudesse ter acesso a muitas coisas que circulam seu universo. É preciso fazer um bom recorte.”
Abbade tem pesquisado a vida e obra de James Dean há 30 anos. Para a montagem da mostra, ele separou alguns itens a serem exibidos em película de 35 mm nas telonas. Entre os destaques da programação estão um dos encontros do astro com a também icônica Elizabeth Taylor (1932-2011) no drama Um Lugar ao Sol (1951); James Dean, o Mito Sobrevive (1982), no qual mulheres de um fã-clube recordam histórias sobre o ídolo; e a cinebiografia James Dean (2001), com o ator James Franco (abaixo) dando vida ao homenageado.
A curta carreira não para de gerar falsas verdades e questionáveis mentiras em torno do saudoso galã. “Muitas histórias não são comprovadas e pouco se sabe o que é realmente legítimo sobre ele. Cada descoberta acaba por gerar outro material. Descobri que o James deveria ter mais de 400 vidas para fazer tudo o que falam. O mito cresce em torno dessas dúvidas. É parte da graça”, afirma o curador.
Toda a programação e mais informações sobre a mostra Eternamente Jovem estão na página da unidade da Capital no site do centro cultural.
Seis décadas depois de sua morte, o Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Álvares Penteado, 112. Tel.: 3113-3651), em São Paulo, celebra seu legado na mostra Eternamente Jovem – Retrospectiva James Dean. A programação começa amanhã com reunião de títulos estrelados pelo ator norte-americano e produções que se aventuraram a tentar traduzir todo um fenômeno construído nas costas de um rapaz de 24 anos. Os ingressos custam entre R$ 2 (meia-entrada) e R$ 4 e as atividades seguem até dia 16 de quarta a segunda-feira.
Entrarão em cartaz um total de 38 produções realizadas entre 1951 e os anos 2000. “As pessoas sempre falam sobre os mesmos três filmes famosos (Vidas Amargas e Juventude Transviada, ambos de 1955, e Assim Caminha a Humanidade, de 1956), mas ele já havia construído uma forte carreira nos teatros filmados que passavam na TV dos Estados Unidos. James já chegou ao cinema como um ator pronto. Coloquei essas obras para desmistificar um pouco essa ideia de astro de poucos filmes”, explica o jornalista carioca Mário Abbade, curador da retrospectiva. “Também separei documentários interessantes que exploram o James por diversos ângulos. Quis pegar e disponibilizar o máximo possível de informações para que o público pudesse ter acesso a muitas coisas que circulam seu universo. É preciso fazer um bom recorte.”
Abbade tem pesquisado a vida e obra de James Dean há 30 anos. Para a montagem da mostra, ele separou alguns itens a serem exibidos em película de 35 mm nas telonas. Entre os destaques da programação estão um dos encontros do astro com a também icônica Elizabeth Taylor (1932-2011) no drama Um Lugar ao Sol (1951); James Dean, o Mito Sobrevive (1982), no qual mulheres de um fã-clube recordam histórias sobre o ídolo; e a cinebiografia James Dean (2001), com o ator James Franco (abaixo) dando vida ao homenageado.
A curta carreira não para de gerar falsas verdades e questionáveis mentiras em torno do saudoso galã. “Muitas histórias não são comprovadas e pouco se sabe o que é realmente legítimo sobre ele. Cada descoberta acaba por gerar outro material. Descobri que o James deveria ter mais de 400 vidas para fazer tudo o que falam. O mito cresce em torno dessas dúvidas. É parte da graça”, afirma o curador.
Toda a programação e mais informações sobre a mostra Eternamente Jovem estão na página da unidade da Capital no site do centro cultural.
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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Frankenstein Ganha Versão Moderna
Esqueça o clássico conto Frankenstein. O drama existencial da famosa criatura do romance da escritora britânica Mary Shelley (1797-1851) serve apenas como ponto de partida para uma história completamente diferente e muito mais agitada que chega aos cinemas brasileiros.
Em Frankenstein – Entre Anjos e Demônios, o público é levado para uma realidade na qual o icônico personagem principal ganha ares de herói incompreendido. A trama apresenta Adam (interpretado por Aaron Eckhart, o Duas Caras de O Cavaleiro das Trevas) sobrevivendo ao passar dos tempos – sem os parafusos no pescoço, mas com o corpo e o rosto recheados de cicatrizes. Ele mora na estranha cidade de Darkhaven e se vê em meio a uma sociedade na qual outras figuras mitológicas, como vampiros, lobisomens e demônios, também existem.
A aventura começa a chamar a atenção na medida em que o protagonista passa a perceber que ele é peça-chave para resolver lendária briga entre dois clãs imortais. Apesar de estar no meio da guerra, a maior preocupação de Adam é tentar entender os motivos de ser como é e assumir seu verdadeiro papel no mundo a sua volta.
O longa-metragem do diretor Stuart Beattie (conhecido no meio do cinema por assinar os roteiros de sucessos como Piratas do Caribe – A Maldição do Pérola Negra e G.I. Joe – A Origem de Cobra) é baseado na graphic novel norte-americana I, Frankenstein, do autor Kevin Grevioux. O estilo gótico e as cenas de ação irão fazer com que o público lembre da saga Anjos da Noite, com uma nova lenda sendo reformulada.
Em Frankenstein – Entre Anjos e Demônios, o público é levado para uma realidade na qual o icônico personagem principal ganha ares de herói incompreendido. A trama apresenta Adam (interpretado por Aaron Eckhart, o Duas Caras de O Cavaleiro das Trevas) sobrevivendo ao passar dos tempos – sem os parafusos no pescoço, mas com o corpo e o rosto recheados de cicatrizes. Ele mora na estranha cidade de Darkhaven e se vê em meio a uma sociedade na qual outras figuras mitológicas, como vampiros, lobisomens e demônios, também existem.
A aventura começa a chamar a atenção na medida em que o protagonista passa a perceber que ele é peça-chave para resolver lendária briga entre dois clãs imortais. Apesar de estar no meio da guerra, a maior preocupação de Adam é tentar entender os motivos de ser como é e assumir seu verdadeiro papel no mundo a sua volta.
O longa-metragem do diretor Stuart Beattie (conhecido no meio do cinema por assinar os roteiros de sucessos como Piratas do Caribe – A Maldição do Pérola Negra e G.I. Joe – A Origem de Cobra) é baseado na graphic novel norte-americana I, Frankenstein, do autor Kevin Grevioux. O estilo gótico e as cenas de ação irão fazer com que o público lembre da saga Anjos da Noite, com uma nova lenda sendo reformulada.
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domingo, 26 de janeiro de 2014
A Eterna Voz dos Jovens
Faz parte do show de Cazuza (1958-1990) ser uma das mais importantes vozes brasileiras desde seu estouro nos anos 1980. A poesia vinda de uma juventude underground parece continuar pertinente e as emoções em forma de letras ganham atenção especial no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo. O local abriu as portas para a exposição Cazuza – Mostra Sua Cara, viagem pelo universo de sentimentos do cantor e compositor carioca.
É a primeira vez que o museu cede espaço para uma figura pública ligada à música, abrangendo seu leque de homenageados literários. “A escolha do Cazuza vem por ele ser um poeta jovem e atemporal. Quantas frases dele ainda estão espalhadas pelo Brasil inteiro? A ideia foi fazer algo que juntasse o que o Cazuza pensava quando escrevia, suas inspirações, com o que a juventude busca, seu papel de transformar a sociedade”, explica o curador Gringo Cardia, alertando sobra a necessidade dos jovens (ontem e hoje) de terem um interlocutor.
Essa troca de pensamentos entre a cabeça do cantor e os anseios coletivos dá o tom das instalações. Em busca de tirar o ídolo de seu pedestal, a montagem explora elementos que o colocam apenas na figura de rapaz comum, nadando contra a corrente só para exercitar sua rebeldia. Fazer de Agenor de Miranda Araújo Neto apenas mais um na multidão é o conceito por trás da sala de abertura e saída, na qual rostos de milhares de pessoas com frases assinadas pelo compositor estão espalhados. Os visitantes podem ter sua fotografia estilizada, bastando escolher entre 42 opções de dizeres, entre eles 'Por Você Eu Largo Tudo', 'O Nosso Amor a Gente Inventa' e 'Meus Inimigos Estão no Poder', na cabine especial.
Depoimentos de familiares e amigos ajudam a desvendar Cazuza. “Vivíamos uma realidade cenográfica, de beber, viver esse universo, rir da nossa própria imaturidade e vivenciar esses personagens”, revela Lobão. Relatos de psicanalistas e antropólogos analisam as angústias da juventude representada pelo garoto que queria mudar o mundo.
Um karaokê ilustrado, o estudo da arte de compor e um espaço com objetos pessoais são alguns dos braços da exposição. Se o foco da atração são os jovens, as ideologias do cantor podem ser o caminho para chamá-los.
Cazuza – Mostra Sua Cara – Exposição. No Museu da Língua Portuguesa – Praça da Luz, São Paulo. Tel.: 3322-0080. Ter., das 10h às 22h; quar. a dom., das 10h às 18h. Ingr.: R$ 3 (meia-entrada) e R$ 6. Até 23 de fevereiro.
É a primeira vez que o museu cede espaço para uma figura pública ligada à música, abrangendo seu leque de homenageados literários. “A escolha do Cazuza vem por ele ser um poeta jovem e atemporal. Quantas frases dele ainda estão espalhadas pelo Brasil inteiro? A ideia foi fazer algo que juntasse o que o Cazuza pensava quando escrevia, suas inspirações, com o que a juventude busca, seu papel de transformar a sociedade”, explica o curador Gringo Cardia, alertando sobra a necessidade dos jovens (ontem e hoje) de terem um interlocutor.
Essa troca de pensamentos entre a cabeça do cantor e os anseios coletivos dá o tom das instalações. Em busca de tirar o ídolo de seu pedestal, a montagem explora elementos que o colocam apenas na figura de rapaz comum, nadando contra a corrente só para exercitar sua rebeldia. Fazer de Agenor de Miranda Araújo Neto apenas mais um na multidão é o conceito por trás da sala de abertura e saída, na qual rostos de milhares de pessoas com frases assinadas pelo compositor estão espalhados. Os visitantes podem ter sua fotografia estilizada, bastando escolher entre 42 opções de dizeres, entre eles 'Por Você Eu Largo Tudo', 'O Nosso Amor a Gente Inventa' e 'Meus Inimigos Estão no Poder', na cabine especial.
Depoimentos de familiares e amigos ajudam a desvendar Cazuza. “Vivíamos uma realidade cenográfica, de beber, viver esse universo, rir da nossa própria imaturidade e vivenciar esses personagens”, revela Lobão. Relatos de psicanalistas e antropólogos analisam as angústias da juventude representada pelo garoto que queria mudar o mundo.
Um karaokê ilustrado, o estudo da arte de compor e um espaço com objetos pessoais são alguns dos braços da exposição. Se o foco da atração são os jovens, as ideologias do cantor podem ser o caminho para chamá-los.
Cazuza – Mostra Sua Cara – Exposição. No Museu da Língua Portuguesa – Praça da Luz, São Paulo. Tel.: 3322-0080. Ter., das 10h às 22h; quar. a dom., das 10h às 18h. Ingr.: R$ 3 (meia-entrada) e R$ 6. Até 23 de fevereiro.
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sábado, 25 de janeiro de 2014
O Passado do Planeta do Superman
Antes de existir o Superman, há toda uma história sobre um universo longínquo. As informações básicas sobre a origem do personagem da DC Comics tentaram ser reveladas inúmeras vezes e por diversos autores, mas poucos materiais parecem se aventurar tanto em explorar o que havia antes de Kal-El nascer. É tentando consolidar esse mundo alienígena de onde veio o maior super-herói de todos os tempos que temos Os Últimos Dias de Krypton (Editora Fantasy – Casa da Palavra, 464 páginas, R$ 39,90 em média).
A obra não traz ilustrações ou qualquer referência em quadrinhos ao tema. Kevin J. Anderson, conhecido do público geek por elaborar romances ligados a sagas como Star Wars, Dune e Arquivo X, entrega apenas textos para levar o público a uma viagem interplanetária com direito a criaturas bizarras, elementos extremamente tecnológicos e, até mesmo, um poderoso sol vermelho. O básico relato sobre Krypton a que o grande público está acostumado gira em torno do planeta ter explodido pouco antes de seu filho mais famoso conseguir ser enviado para a Terra. Os fãs mais curiosos sempre procuraram saber mais sobre essa civilização perdida.
O escritor norte-americano tenta descrever como os kryptonianos deixaram de formar uma sociedade praticamente perfeita, com enorme controle sobre seus avanços e possibilidades, e acabou enfrentando um verdadeiro apocalipse. Desta forma, os leitores são jogados no passado do casal formado pelo cientista Jor-El e a escritora Lara (futuros pais do Superman), apresentados aos antecessores do temido General Zod e ficam entendendo todo o contexto que levou o planeta a seu fim. Figuras como o perigoso vilão Brainiac e Zor-El, tio do herói, também têm suas histórias desenvolvidas, todas com direito a traições, brigas, amores e conspirações.
Os Últimos Dias de Krypton é um bom item para complementar o longa-metragem O Homem de Aço, novo filme do Superman lançado no ano passado. Parte desse universo ganhou bons minutos na obra do diretor Zack Snyder, que tenta se aprofundar com mais intensidade na origem do protagonista, principalmente por acompanhar Jor-El (agora interpretado por Russell Crowe) por mais tempo. Mas enquanto o longa-metragem se importa em lidar com o drama do fim iminente, o livro tenta fazer da vida em Krypton seu chamariz.
A obra não traz ilustrações ou qualquer referência em quadrinhos ao tema. Kevin J. Anderson, conhecido do público geek por elaborar romances ligados a sagas como Star Wars, Dune e Arquivo X, entrega apenas textos para levar o público a uma viagem interplanetária com direito a criaturas bizarras, elementos extremamente tecnológicos e, até mesmo, um poderoso sol vermelho. O básico relato sobre Krypton a que o grande público está acostumado gira em torno do planeta ter explodido pouco antes de seu filho mais famoso conseguir ser enviado para a Terra. Os fãs mais curiosos sempre procuraram saber mais sobre essa civilização perdida.
O escritor norte-americano tenta descrever como os kryptonianos deixaram de formar uma sociedade praticamente perfeita, com enorme controle sobre seus avanços e possibilidades, e acabou enfrentando um verdadeiro apocalipse. Desta forma, os leitores são jogados no passado do casal formado pelo cientista Jor-El e a escritora Lara (futuros pais do Superman), apresentados aos antecessores do temido General Zod e ficam entendendo todo o contexto que levou o planeta a seu fim. Figuras como o perigoso vilão Brainiac e Zor-El, tio do herói, também têm suas histórias desenvolvidas, todas com direito a traições, brigas, amores e conspirações.
Os Últimos Dias de Krypton é um bom item para complementar o longa-metragem O Homem de Aço, novo filme do Superman lançado no ano passado. Parte desse universo ganhou bons minutos na obra do diretor Zack Snyder, que tenta se aprofundar com mais intensidade na origem do protagonista, principalmente por acompanhar Jor-El (agora interpretado por Russell Crowe) por mais tempo. Mas enquanto o longa-metragem se importa em lidar com o drama do fim iminente, o livro tenta fazer da vida em Krypton seu chamariz.
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