Após 36 anos de sua morte, J.R.R. Tolkien (1892-1973) parece insuperável em sua criação envolvendo o universo da Terra Média com o lançamento de Os Filhos de Húrin (Editora Martins Fontes, 340 páginas, R$ 69). O livro é inédito no Brasil e retoma a mística criada em torno do projeto do escritor, famoso pela trilogia O Senhor dos Anéis.
A história se passa muito tempo antes dos acontecimentos que chegaram ao cinema, em uma era conhecida como Dias Ancestrais. A narrativa mostra o destino dos irmãos Túrin e Niënor. Juntos, eles terão de enfrentar a ira de Morgoth, o primeiro Senhor do Escuro que deseja se vingar dos descendentes do único homem que ousou desafiá-lo: o bravo Húrin. Em meio aos perigos - incluindo o espírito Glaurung na forma de um dragão -, há relatos de assassinatos, traições e incesto.
Assim como a maioria de seus romances, Os Filhos de Húrin estava praticamente pronto. Foi preciso que Christopher Tolkien, filho do autor, editasse o conto. "Neste livro tentei construir, após longo estudo dos manuscritos, narrativa coerente e sem nenhuma interferência editorial", explica.
(Acredito que muitos fãs de Tolkien irão querer me matar, mas essa história de antigos manuscritos que apenas foram editados por seu filho não me cheira bem. Nada impede que o próprio Christopher tenha criado alguns contos e usou o nome de seu pai para vender os livros. Bem que, se fosse assim, o cara realmente entende de Terra Média, mas prefiro acreditar que o saudoso escritor tenha deixado muitos textos para nós).
As leves ilustrações de Alan Lee mantêm a magia que envolve o respeitado legado deixado por Tolkien. O respeito por ele é tanto que seu nome chama mais a atenção do que o título na capa.Pra quem é fã das místicas histórias ocorridas na Terra Média, o livro é uma boa pedida. Aproveitem o Natal e comprem o seu. Mas quem sou para dizer que um Tolkien pode ser um presente interessante para seu alter ego nerd.
See You in The Other Post.


O eclético acervo conta com cerca de 100 músicas, entre elas sucessos de:
Também está à venda a versão DJ Hero Renegade (US$ 199,99), que traz caixa com uma bancada especial e CDs com faixas dos rappers Jay-Z e Eminem.
Sei lá, a ideia até que é bem interessante, principalmente pelo controle em foma de pickup. Mas acredito que fora isso, o jogo deve ficar meio cansativo logo no segundo dia. Algo me diz que esse negócio de games musicais está virando várzea já. Mas quem sou eu para falar de música eletrônica e apetrechos tecnológicos.
Ao contrário do que se pode esperar, não se trata de uma nova aventura da dupla de brigões bigodudos, mas sim de uma leve história que mostra os preparativos da aldeia para a comemoração do aniversário. O início surpreende por dar forma ao seu universo levando-se em conta que as cinco décadas tivessem realmente se passado e todos os habitantes do local tivessem envelhecido. Após bronca no responsável pela ideia, Asterix e seus companheiros voltam aos velhos e conhecidos traços.
O divertido do livro é verificar como os amigos da dupla os veem e como imaginam ser a homenagem perfeita para eles. Um grupo começa a projetar parque temático dedicado aos fiéis amigos.
Asterix e seus amigos gauleses foram criados em outubro de 1959 pelos franceses René Goscinny (1926-1977) e Albert Uderzo (abaixo). Após a morte do principal roteirista, Uderzo seguiu em frente assumindo também os textos. Além dos livros, os personagens deram origem a oito animações, três filmes para o cinema e um parque temático localizado em Plailly, nos arredores de Paris.
Hoje, aos 82 anos, o desenhista fez de O Aniversário de Asterix e Obelix sua última aventura ao lado da dupla e passa para uma nova equipe a responsabilidade de continuar seus contos ao longo dos tempos. Só espero que o trabalho desse nova geração fique a altura do projeto brilhante de Goscinny e Uderzo. Mas quem sou eu para falar de um bando de gauleses brigões.
A mais nova empreitada é a versão
Em sua transposição para o "estilo Lego", o músico fez questão que seu característico penteado fosse mantido, alegando ser uma marca registrada em sua trajetória pessoal e profissional. No repertório do game, o grupo é representado pelas clássicas We Will Rock You e We Are The Champions.
Outra figura da indústria musical que faz parte da lista de artistas do jogo é o veterano Iggy Pop (abaixo). O roqueiro relembra o sucesso The Passenger em sua participação.
Essa não é a primeira vez que a empresa dos blocos coloridos se aventura no mundo dos games. A Lego já apresentou divertidas versões de Star Wars, Indiana Jones e Batman.
O público mais jovem tem a oportunidade de folhear com curiosidade os passos dados por John R. Cash (1932-2003) desde sua infância trabalhando com a família em plantações de algodão na pequena cidade de Dyess, no Arkansas, até a gravação de uma versão de Hurt da banda Nine Inch Nails, para seu último trabalho, em 2002. As ilustrações em preto e branco ajudam a dramatizar o conto, dando-lhe um ar mais sério. É dividido em três grandes capítulos separados por períodos: 1935-1956, 1957-1967 e janeiro de 1968.
O sucesso da banda fez com que conhecesse a anfetamina, que, segundo ele, dizia ajudar a não dormir e ter energia bastante para diversas sessões de música e bebidas. Com o passar dos anos, o uso de drogas fez com que o cantor se arruinasse. Vieram confusões em shows, vida amorosa abalada e algumas visitas à prisão.
Além de páginas sobre a trajetória do cantor, Johnny Cash: Uma Biografia apresenta ilustrações baseadas nos pequenos contos que regem algumas de suas composições. Ganham forma obras como A Boy Named Sue, Big River, Don’t Take Your Guns to Town e Bull Rider.
As páginas finais são destinadas à Galeria Cash, dedicada a alguns desenhos feitos por Kleist e que demonstram o estilo que o Homem de Preto pregava tanto e que virou sua marca registrada.


